Os Destaques do Festival de Toronto 2016

A cidade canadense de Toronto vai respirar cinema nos dias 8 a 18 de setembro e consagrando-se novamente como o maior festival de cinema do mundo por apresentar filmes oriundos de outros festivais importantes, como Cannes e Veneza, e também apresentar estreias mundiais e incentivar novos cineastas a investir nas suas histórias. Em 2016, a TIFF apresentará 397 produções.

O cinema brasileiro, que recebeu menção honrosa ano passado com Boi Neon, terá participação em sessões discretas, como o Cinema Contemporâneo Mundial com o já badalado Aquarius e o Wavelengths (em tradução livre, significa vozes autônomas) com dois longas de coprodução Brasil/Portugal e dois curtas metragens. Outro ótimo destaque de 2016 em Toronto é a mostra especial dedicada à cidade de Lagos, na Nigéria.

Cameron Bailey, diretor artístico da TIFF, destacou em seu perfil no Twitter a presença feminina no evento: 52% dos filmes são estrelados por mulheres, sendo 35% das diretoras da sessão de Gala e 29% de mulheres no lineup geral.

O blog selecionou alguns filmes que prometem causar burburinho na TIFF, que virou um dos principais termômetros para a temporada de premiações de cinema.

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La La Land – Cantando Estações (Damien Chazelle)

Um dos filmes mais esperados dessa temporada por três motivos: o diretor Damien Chazelle, do premiado Whiplash; os protagonistas são vividos por Emma Stone e Ryan Gosling e está sendo considerado como uma homenagem aos antigos musicais, segundo as primeiras reações no Festival de Veneza, cuja produção foi escolhida para abrir o evento.

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Nocturnal Animals (Tom Ford)

Foram-se sete anos desde o debut do estilista Tom Ford como diretor de cinema, com o belo Direito de Amar. Agora, ele promete abalar estruturas com um suspense. Amy Adams interpreta uma negociante de arte que, do nada, recebe um manuscrito de um livro sobre uma tragédia com a qual ela acaba envolvida.

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Histórias reais de amor que superaram preconceitos

O que A United Kingdom e Loving tem em comum? São filmes que contam duas histórias de amor interraciais e que enfrentaram preconceitos da sociedade.  A United Kingdom conta com David Oyelowo e Rosamund Pike. Já Joel Edgerton e Ruth Negga protagonizam Loving.

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Pablo Larraín em dose dupla

O cineasta chileno Pablo Larraín estará em Toronto com duas histórias biográficas, como da caça de um inspetor de polícia (Gael García Bernal) ao poeta Pablo Neruda e da ex-primeira dama dos EUA Jacqueline Kennedy (Natalie Portman). Jackie marca a estreia dele em Hollywood.

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Una (Benedict Andrews)

Adaptada de Blackbird, aclamada peça da Broadway, Una retrata um tema bastante pertinente não só na vida real, mas também na indústria de Hollywood: o abuso sexual. Rooney Mara interpreta uma mulher que confrontará seu algoz anos depois.

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American Pastoral (Ewan McGregor)

Baseado em Pastoral Americana, história de Philip Roth sobre um herdeiro de imigrantes que tenta construir seu sonho americano. Marca a estreia do ator Ewan McGregor como diretor.

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Elle (Paul Verhoeven)

O filme de Paul Verhoeven também – assim como Una – conta a história de uma mulher (Isabelle Huppert) vitima de abuso sexual. Mas aqui, o tom promete mais densidade por conta de jogos e perseguição entre os dois personagens principais da história.

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The Birth of a Nation (Nate Parker)

Vencedor do Festival de Sundance no começo do ano, The Birth of a Nation era uma das grandes apostas da comunidade negra para o Oscar, especialmente por ser uma crítica à escravidão. Mas, viu sua campanha perder fôlego com uma denúncia de estupro envolvendo o ator e diretor Nate Parker. Houve até boatos de cancelamento da coletiva de imprensa com diretor e elenco na TIFF.

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Manchester by the Sea (Kenneth Lonergan)

Com passagens por festivais como Sundance e Telluride, Manchester by the Sea é um drama familiar sobre luto e perdas. No elenco, nomes como Michelle Williams, Casey Affleck e Kyle Chandler.

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Their Finest (Lone Scherfig)

Diretora de Educação, Lone Scherfig está de volta com outro filme sob o ponto de vista da mulher, desta vez durante a Segunda Guerra Mundial.

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A Chegada (Denis Villeneuve)

O badalado Denis Villeneuve aventura-se na ficção científica com A Chegada, que traz Amy Adams como uma linguista que é convocada para interpretar sinais extraterrestres na Terra.

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Moonlight (Barry Jenkins)

Com produção-executiva de Brad Pitt, Moonlight vem conquistando ótimos reviews da mídia norte-americana. O filme é sobre as descobertas de um jovem, negro e gay, que está em busca de autoconhecimento.

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Lion (Garth Davis)

Aposta dos irmãos Weinstein para a temporada de prêmios, Lion traz Dev Patel (de Quem Quer Ser um Milionário?) como um indiano que passou por uma infância complicada ao se perder do irmão em uma estação de trem. Baseado em fatos, o filme ainda traz no elenco Nicole Kidman e Rooney Mara.

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Brimstone (Martin Koolhoven)

Faroeste sob o ponto de vista de uma jovem mulher muda (Dakota Fanning), que é perseguida por um padre vingativo. A produção competiu pelo Leão de Ouro no Festival de Veneza.

 

Ping Pong: 007 Contra Spectre, Um Alguém Apaixonado, Pássaro Branco na Nevasca e Quarteto Fantástico

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007 Contra Spectre (Spectre, 2015, de Sam Mendes)

Provavelmente, 007 Contra Spectre será o último filme de Daniel Craig como o agente James Bond e, infelizmente, não deixa um gosto marcante. Ao contrário de Casino Royale e Skyfall, Spectre é uma aventura cansativa, com temas que merecia um maior aprofundamento, como a questão dos grampos e a ligação do vilão vivido por Christoph Waltz com outros filmes. Mesmo que o roteiro de Spectre se esforce no objetivo de respeitar fãs de Bond, ao mesmo tempo em que tenta atrair a nova geração, mas que acaba sendo um circulo de informações que não chega a empolgar e com cenas de ação sem adrenalina, em que somente a ótima trilha sonora de Thomas Newman (não incluo a enfadonha canção ‘Writing’s On The Wall’) e a bela fotografia ficam na memória após os créditos.  ★★

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Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012, de Abbas Kiarostami)

Abbas Kiarostami, cineasta iraniano que faleceu neste mês de julho, disse em coletiva de imprensa após a exibição de Um Alguém Apaixonado no Festival de Cannes: seu filme não tem começo, nem fim. Essa é uma informação importante para o espectador embarcar na obra. A jovem Akiko é uma personagem solitária, sem coragem de encarar as pessoas ao seu redor por medo de descobrirem a sua verdadeira profissão. Já o professor aposentado Takashi, é sozinho e distante da família. Um Alguém Apaixonado é uma crônica sobre a solidão e Kiarostami dá uma aula de cinema com belas sequências, como a junção das luzes neon de Tóquio com mensagens de voz da avó distante da protagonista e até mesmo o trabalho de efeitos sonoros possui sua importância. É uma obra perceptiva, mas com muitos buracos para decifrar. ★ ★ ★

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Pássaro Branco na Nevasca (White Bird in a Blizzard, 2014, de Gregg Araki)

Baseado em livro da americana Laura Kasischke, Pássaro Branco na Nevasca já nasce curioso pelo título, que significaria alguém ganhando seus próprios voos, mas derrubada por uma forte tempestade de neve. As duas mulheres retratadas no filme, Kat e Eve (Shailene Woodley e Eva Green, respectivamente, ótimas em seus papeis), são dois pássaros brancos com dilemas distintos: enquanto uma está no auge da adolescência e conquista cada vez mais independência, a outra é uma mulher em crise de meia idade e que viu sua vida estagnar após se casar. A produção dirigida por Gregg Araki acerta em apresentar as mudanças em Kat através de flashbacks de como sua mãe Eve tratava as pessoas ao seu redor e também no toque de suspense através de sonhos surreais e comportamentos de alguns personagens, mesmo que apresente alguns clichês e uma narração em off de Shailene Woodley que pode incomodar em alguns momentos. ★ ★ ★

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Quarteto Fantástico (Fantastic Four, 2015, de Josh Trank)

Dos super-heróis que já ganharam adaptações cinematográficas nos últimos tempos, o Quarteto Fantástico é o que teve mais azar. Desde 1994 os personagens criados por Stan Lee e Jack Kirby tentam ao menos conquistar plateias, mas todas as produções são conhecidas pela adaptação tosca desse universo. A versão 2015 do Quarteto Fantástico supera os anteriores pelo enredo que perde bastante tempo em tentar contar a origem da equipe, que não demonstra nenhum tipo de sintonia entre eles, além de efeitos visuais que deixam certos momentos dignos de comédia. Outro ponto de pena é o desperdício de nomes bons envolvidos, como os atores Miles Teller, Jamie Bell e Michael B. Jordan, além do marcante Philip Glass, creditado como co-autor da trilha sonora. ★

Agatha Christie: a menina dos olhos do entretenimento?

Livros de Agatha Christie expostos no estande da L&PM na Bienal do Livro São Paulo em 2012.

Os livros de Agatha Christie são os mais vendidos do mundo, mesmo após sua morte, em 1976. A autora inglesa está no Guinness Book porque seus livros venderam mais de 4 bilhões de cópias em 103 idiomas, atrás somente de William Shakespeare e da Bíblia Sagrada. Antes de se tornar a Rainha do Crime, Christie teve livros recusados por várias editoras, mas o reconhecimento começou em 1920 com O Misterioso Caso de Styles, primeiro romance com seu personagem mais famoso: o detetive belga Hercule Poirot.

No cinema e na TV, a obra de Christie é bastante adaptada. Na telinha, a BBC produziu inúmeras produções com os personagens Miss Marple e Hercule Poirot. Este último, por exemplo, um detetive vaidoso com um chamativo bigode como sua marca registrada, já foi protagonista de filmes dirigidos por Billy Wilder (Testemunha de Acusação) e Sidney Lumet (Assassinato no Expresso do Oriente).

Estamos no século XXI e as histórias de Agatha Christie ainda rendem adaptações. Assassinato no Expresso do Oriente ganhará nova versão produzida por Ridley Scott e dirigida por Kenneth Branagh, conhecido por suas adaptações de Shakespeare. Angelina Jolie está em negociações para atuar no filme. Já a BBC tem planos de adaptar vários livros da Rainha do Crime em comemoração aos 125 anos da escritora. Uma minissérie baseada em Testemunha de Acusação entrou em fase de pré-produção no canal.

Na montagem: Agatha Christie (ao meio) e as atrizes Emma Stone (esq.) e Alicia Vikander (dir.)

Na montagem: Agatha Christie (ao meio) e as atrizes Emma Stone (esq.) e Alicia Vikander (dir.)

O mais curioso são sobre as produções biográficas de Agatha Christie que serão feitas quase simultaneamente por Hollywood. Lembrando o mesmo caso de Truman Capote, que ganhou dois filmes num período de um ano, Agatha pode ser interpretada por duas atrizes distintas e talentosas.

Os estúdios Sony e Paramount planejam projetos diferentes sobre a autora britânica, mas com dilemas em comum: conseguir autorização da família de Christie, que possuem direitos das obras dela e costuma dificultar os projetos. Segundo sites de cinema, o novo Assassinato no Expresso do Oriente foi negociado durante sete anos antes de obter sinal verde para aprovação.

Caso os estúdios consigam chegar a um acordo com herdeiros dos direitos autorais de Christie, a Paramount pensa em Emma Stone como Agatha, sobre seu desaparecimento de 11 dias no ano de 1926. Já a Sony quer a vencedora do Oscar Alicia Vikander no papel da escritora com foco em seu lado “mulher acima de seu tempo” e sobre a amizade que a escritora construiu com figuras como Arthur Conan Doyle e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

E você? Qual cinebio vai se sair melhor nessa disputa? Deixe suas expressões nos comentários.

Os melhores momentos do Festival de Cannes 2016

Polêmica foi a palavra mais dita por cinéfilos e jornalistas sobre a 69º edição do Festival de Cinema de Cannes. Foram vários filmes bem comentados (incluindo o brasileiro Aquarius), potenciais apostas para o Oscar (Loving e Paterson) e produções de queridos por Cannes, como os Irmãos Dardennes, Xavier Dolan e Nicolas Winding Refn vaiadíssimos em suas sessões para a imprensa.

O júri presidido pelo idealizador de Mad Max, o australiano George Miller, foi na contramão de todas as apostas ao escolher os vencedores do festival. Filmes consideráveis decepcionantes como Personal Shopper (melhor diretor, dividido com o romeno Graduation) e Juste La Fin Du Monde (Grand Prix du Júri) saíram com prêmios. Resultado: foi o júri mais vaiado da história de Cannes, segundo os mais assíduos. Miller se defendeu: “Discutimos por mais tempo do que outros júris, e nada foi deixado sem debate. Fizemos o melhor que pudemos.”

Além dos filmes mencionados, o drama britânico I, Daniel Blake, venceu a Palme D’Or e o Brasil conquistou dois feitos: menção honrosa para o curta-metragem A Moça Que Dançou com o Diabo, produção feita na cidade paulista de Rio Claro e financiado por meio de rifa e Cinema Novo levou o L’Oeil d’Or de melhor documentário.

Mas também tivemos momentos belos – e também constrangedores – que marcaram essa edição do Festival de Cannes, como Woody Allen envolvido em controvérsia (de novo), cachorro desfilando no tapete vermelho, manifestações e até ator viciado em selfies. Você confere alguns desses momentos em fotografias:

George Miller inicia os trabalhos em Cannes. Como presidente do júri, ele foi um dos responsáveis pela escolha dos melhores filmes do festival.

Woody Allen aparece pensativo na exibição de seu filme, Café Society, filme exibido na abertura. Allen novamente envolveu-se em polêmica sobre seu passado, quando foi acusado de abuso sexual por sua ex-mulher, a atriz Mia Farrow.

O elenco de American Honey, liderado pela diretora Andrea Arnold, contagia a formalidade do tapete vermelho dançando hip hop, que compõe a trilha do filme.

Gary, um cão da raça buldogue francês, chama atenção dos fotógrafos na première de The Handmaiden no Palais des Festivals. Ele pertence a eterna Princesa Leia, a atriz Carrie Fisher, que esteve em Cannes para apresentar o documentário Bright Lights, sobre ela e sua mãe, Debbie Reynolds.

Édgar Ramirez e Ana de Armas pegam uma câmera emprestada de fotógrafo e registram momentos do lançamento de Hands of Stone, filme exibido fora de competição.

Julia Roberts mostra porque é e eterna “pretty woman”. Ao promover Jogo do Dinheiro, ela surgiu descalça como forma de protesto contra o protocolo do festival que barrava mulheres que não estivesse com “sapatos adequados”, ou seja, de salto alto.

A equipe de Aquarius, liderado pelo diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho e pela atriz Sônia Braga, protestam em apoio à Dilma Rousseff, presidente brasileira afastada, durante o red carpet do filme.

Estrela de um masterclass em Cannes, o diretor William Friedkin brinca com os fotógrafos antes de palestra.

Juliette Binoche e Julianne Moore se encontram em festa paralela ao Festival. Binoche divulgou o filme Ma Loute e Moore é uma das garotas-propaganda da marca L’Oreal, uma das patrocinadoras do evento.

Kristen Stewart manda um “recadinho” à imprensa após sessão de Personal Shopper, o filme mais vaiado da competição.

E o elenco de Captain Fantastic, liderado pelo ator Viggo Mortensen, também manda o mesmo “recadinho”.

Russell Crowe surpreendeu pelo bom humor e interação na coletiva de Dois Caras Legais. Aqui, ele tira fotografias de seu parceiro de cena, Ryan Gosling.

Steven Spielberg, que foi presidente do júri em 2013, manda beijos aos fotógrafos no lançamento de seu novo filme, O Bom Gigante Amigo, exibido fora de competição.

Demonstrações de carinho entre colegas em Cannes, com Marion Cotillard e Louis Garrel (Mal de Pierres)…

E também por Pedro Almodóvar com as atrizes Emma Suarez e Adriana Ugarte (Julieta).

Elle Fanning e o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn brincam durante première de The Neon Demon.

Elle Fanning e o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn brincam durante première de The Neon Demon.

Charlize Theron e Adèle Exarchopoulos conquistam no lançamento do drama humanitário The Last Face, dirigido pelo ator Sean Penn.

Para encerrar, um momento musical, com Justin Timberlake e Anna Kendrick cantando ‘True Colors’. Eles estavam em Cannes para divulgar a animação Trolls.

Lista de vencedores do Festival de Cinema de Cannes:

Palma de Ouro: I, Daniel Blake (Ken Loach)

Grand Prix: Juste La Fin Du Monde (Xavier Dolan)

Prêmio do Júri: American Honey (Andrea Arnold)

Atriz: Jaclyn Jose (Ma’Rosa)

Ator: Shahab Hosseini (The Salesman)

Direção: Cristian Mungiu (Graduation), empatado com Olivier Assayas (Personal Shopper)

Roteiro: Asghar Farhadi (The Salesman)

Palma de curta-metragem: Timecode, de Juanjo Giménez, com menção honrosa para A Moça Que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria

Caméra d’Or: Divines (Houda Benyamina)

Descobrindo: Alden Ehrenreich

Nos últimos dias, já pipocavam na internet que o ator americano Alden Ehrenreich foi o escolhido para viver o novo Han Solo, piloto da icônica nave Millenium Falcon, da franquia Star Wars. Ele será a versão jovem do personagem eternizado por Harrison Ford no filme intitulado como Han Solo: A Star Wars Story, com direção de Phil Lord e Christopher Miller, os mesmos de Uma Aventura Lego.

A história de Alden é curiosa, especialmente por envolver o cineasta Steven Spielberg. Ele estava assistindo a um vídeo do Bar Mitzvah da amiga de uma de suas filhas quando surgiu a imagem de um garotinho fazendo brincadeiras na festa. Esse menininho era Alden e ele tinha 14 anos na época. Após um encontro com o cineasta nos escritórios da DreamWorks, as portas em Hollywood se abriram para o jovem ator através de participações menores na TV, em séries como CSI e Supernatural.

No cinema, ele estreou em Tetro, produção de Francis Ford Coppola. Na época de lançamento do filme, o crítico Roger Ebert descreveu o ator de “novo Leonardo DiCaprio”, pela sua confiança e carisma no papel. Ele ainda fez participações pequenas em Blue Jasmine, de Woody Allen e Segredos de Sangue, de Park Chan-wook e também protagonizou a adaptação do livro Dezesseis Luas. Em 2016, teve atuação elogiada pela crítica no estrelado Ave, César!, dos irmãos Joel e Ethan Coen, em que interpreta um caubói que vira ator de filmes mudos.

Entre seus próximos projetos antes de viver Han Solo estão um longa de Warren Beatty sobre Howard Hughes e o drama sobre a Guerra no Iraque The Yellow Birds, com Jennifer Aniston e Toni Collette.

No vídeo abaixo, Alden foi par romântico de Natalie Portman no comercial do perfume Miss Dior, dirigido por Sofia Coppola.

Considerações sobre o Oscar 2016

"Fuck yeah!": Michael Keaton vibra com a vitória de "Spotlight" em Melhor Filme no Oscar 2016.

“Fuck yeah!”: Michael Keaton vibra com a vitória de “Spotlight” em Melhor Filme no Oscar 2016.

A expectativa em torno da festa do Oscar era muito grande por dois motivos: a primeira é a performance de Chris Rock como host em meio a polêmica sobre a falta de diversidade entre os indicados. E o outro motivo seria a possibilidade de dois nomes queridos pelo público (Leonardo DiCaprio e Sylvester Stallone) saírem vencedores em suas categorias.

Sobre Rock, o comediante começou sua apresentação de maneira ácida. Afirmou já ter pensado em desistir da apresentação e aderir ao boicote, mas seguiu em frente. Para ele, “a verdadeira luta não era contra o Oscar e sim a falta de oportunidades para negros em Hollywood”. A seriedade da frase dá lugar a ‘zoeira’ com a recriação de alguns filmes indicados com a presença de atores negros e a “homenagem” ao ator Jack Black pela atriz Angela Bassett.

A transmissão do Oscar 2016 teve novidades na transmissão, como legendas explicativas sobre os atores que apresentavam categorias e a lista de agradecimento dos vencedores, que por vezes ficava confuso no espectador pela maneira como ela começou a rolar.

Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander: os melhores atores, segundo a Academia.

Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander: os melhores atores, segundo a Academia.

É obvio dizer que a vitória de Leonardo DiCaprio foi um dos pontos mais belos da festa, com um discurso engajante e de agradecimento sincero, mas também há de lembrar da emocionante apresentação musical de Lady Gaga; a belíssima vitória de Ennio Morricone em Melhor Trilha Sonora e a auto confiança da figurinista Jenny Beavan ao receber seu segundo Oscar da carreira, por Mad Max: Estrada da Fúria, mais lindo do que um vestido de grife famosa.

Quanto aos prêmios, houve surpresas boas, como os efeitos visuais para o inovador Ex-Machina, e algumas obviedades, como Alejandro González Iñárritu levando novamente melhor direção por O Regresso e Emmanuel Lubezki ganhando o seu terceiro Oscar consecutivo pelo mesmo filme. Já a vitória “não dá pra digerir” foi para a canção “Writing’s on the Wall”, tema de 007. Além de ser a mais fraca da seleção, também rendeu uma apresentação sonolenta de Sam Smith.

Vale salientar – e lamentar – o tratamento que a imprensa brasileira deu após a festa. O discurso da vitória de Leonardo DiCaprio sobre meio ambiente ou até mesmo a importância do debate sobre a desigualdade na indústria foram preteridos pelos memes em torno da participação pífia de Glória Pires na transmissão da Rede Globo (que ainda é assunto nos principais sites do Brasil) ou dos lamentos do diretor brasileiro indicado em Animação Alê Abreu sobre a participação de Woody e Buzz Lightyear na premiação, já que Toy Story completou 20 anos desde seu lançamento. E 2017 tem mais!

Lista de vencedores do Oscar 2016:

Melhor Filme: Spotlight – Segredos Revelados

Melhor Direção: Alejandro González Iñárritu (O Regresso)

Melhor Atriz: Brie Larson (O Quarto de Jack)

Melhor Ator: Leonardo DiCaprio (O Regresso)

Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

Melhor Ator Coadjuvante: Mark Rylance (Ponte dos Espiões)

Melhor Roteiro Original: Spotlight – Segredos Revelados

Melhor Roteiro Adaptado: A Grande Aposta

Melhor Fotografia: O Regresso

Melhor Figurino: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Mixagem de Som: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Edição de Som: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Montagem: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Maquiagem: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Canção Original: “Writing’s on the Wall” (007 Contra Spectre)

Melhor Trilha Sonora: Os Oito Odiados

Melhores Efeitos Visuais: Ex-Machina: Instinto Artificial

Melhor Documentário: Amy

Melhor Filme Estrangeiro: O Filho de Saul (Hungria)

Melhor Animação: Divertida Mente

Melhor Design de Produção: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Curta-Metragem de Animação: A História de Um Urso

Melhor Curta-Metragem: Stutterer

Melhor Curta-Metragem Documentário: A Girl in the River: The Price of Forgiveness

Vanity Fair e o retrato da diversidade feminina

Da esq. para a dir.: Jane Fonda, Cate Blanchett, Viola Davis, Jennifer Lawrence, Charlotte Rampling, Rachel Weisz, Brie Larson, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Gugu Mbatha-Raw, Helen Mirren, Saoirse Ronan e Diane Keaton (Foto: Annie Leibovitz/Vanity Fair)

Após a lista de indicados ao Oscar criar polêmica pela ausência de atores e diretores negros, no sábado passado, o prêmio do Screen Actors Guild (SAG) deu seu recado para a uma indústria cada vez mais desigual. E a revista Vanity Fair surpreendeu ao divulgar a sua capa do anual Hollywood Issue.

Criticada pela falta de diversidade na escolha dos artistas para estampar a edição e também “esconder” pessoas de cor e estrangeiras na parte interna da capa, a revista juntou somente mulheres, jovens e veteranas, brancas e negras. A diretora de estilo da Vanity Fair, Jessica Diehl, afirma que o maior objetivo da edição 2016 do portfólio é “apresentar retratos íntimos e honestos das atrizes.”

A capa é composta por Jane Fonda, Cate Blanchett, Viola Davis, Jennifer Lawrence, Charlotte Rampling, Rachel Weisz, Brie Larson, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Gugu Mbatha-Raw, Saoirse Ronan, Helen Mirren e Diane Keaton. Além das fotografias assinadas pela conceituada Annie Leibovitz, a publicação também divulgou vídeos com as atrizes mostrando seus “talentos secretos”, como desenho, tipografia e até mesmo mímica!

E você, leitor? O que achou do Portfólio Hollywood 2016 da revista Vanity Fair? Deixe sua opinião nos comentários.