Ping Pong: Entre Irmãs, Free Fire: O Tiroteio, Newness e O Espaço Entre Nós

Entre Irmãs (idem, 2017, de Breno Silveira)

Entre Irmãs ganhou uma sobrevida na televisão após uma passagem quase despercebida no cinema. Sua narrativa é digna de produções épicas e clássicas, com uma reconstituição de época bastante caprichosa (o sertão é poético, apesar de todo o sentimento de sofrência) e a direção de Breno Silveira (de 2 Filhos de Francisco) e tem uma mão sensível em transitar dois mundos e atitudes distintas que pairam sobre suas protagonistas, as irmãs Emília e Luzia (interpretadas com doçura e intensidade pelas atrizes Marjorie Estiano e Nanda Costa). Na televisão, o formato funcionou bem. ★ ★ ★

Free Fire: O Tiroteio (Free Fire, 2016, de Ben Wheatley)

Não espere grandes reflexões em Free Fire: O Tiroteio, dirigido pelo britânico Ben Wheatley, que antes de partir para os filmes, era conhecido por dirigir episódios de séries como Doctor Who. Aqui, Wheatley reúne elementos que lembram Quentin Tarantino em começo de carreira, com o humor negro e a violência gratuita. É acertada a escolha de um galpão abandonado como cenário, mas na questão de história, não se sabe muito bem as motivações de alguns personagens e do porque alguns deles resolveram participar da bagunça. O trabalho sonoro é um show à parte, assim como o elenco masculino composto por Sharlto Copley (impagável), Sam Riley, Armie Hammer e Cillian Murphy. Já Brie Larson, a única mulher do grupo, é o elo mais fraco: em muitos momentos, parecia deslocada em cena. ★ ★ ★

Newness (idem, 2017, de Drake Doremus)

Em tempos de redes sociais, as relações humanas ficaram cada vez mais dinâmicas – e também distantes. Newness, do cineasta Drake Doremus (Loucamente Apaixonados), acompanha Martin (o inglês Nicholas Hoult) e Gabi (a espanhola Laia Costa), pessoas pertencentes à geração Y (nascidos entre 1979 e 1995, segundo alguns sociólogos). Ambos vivem a intensidade de uma cultura cada vez mais digital e se conhecem após um match em um app de namoro (Tinder?). O filme é uma crônica moderna, mesmo que perca o ritmo ao retratar o relacionamento aberto. O uso da cor cinza dá um tom certeiro para enfatizar a casualidade das relações, que por trás delas, tem-se a vontade de experimentar coisas novas: esse é a principal informação sobre os nascidos na geração Y. ★ ★

O Espaço Entre Nós (The Space Between Us, 2017, de Peter Chelsom)

A narrativa de O Espaço Entre Nós parece escrito por John Green (autor de A Culpa é das Estrelas). É um romance teen misturado com ficção científica que tinha tudo para ser uma produção que cumpre seu objetivo de entreter, mas infelizmente, o longa falha em seus dois gêneros principais. Culpa de um roteiro totalmente embolado e sem sustentação em vários momentos. Mas tem seus pontos positivos: sua trilha sonora e a química entre Asa Butterfield e Britt Robertson. O elenco conta ainda com Gary Oldman e Carla Gugino, que só estão no filme como “suporte adulto” para os personagens jovens. ★ ★

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