Os Destaques do Festival de Toronto 2016

A cidade canadense de Toronto vai respirar cinema nos dias 8 a 18 de setembro e consagrando-se novamente como o maior festival de cinema do mundo por apresentar filmes oriundos de outros festivais importantes, como Cannes e Veneza, e também apresentar estreias mundiais e incentivar novos cineastas a investir nas suas histórias. Em 2016, a TIFF apresentará 397 produções.

O cinema brasileiro, que recebeu menção honrosa ano passado com Boi Neon, terá participação em sessões discretas, como o Cinema Contemporâneo Mundial com o já badalado Aquarius e o Wavelengths (em tradução livre, significa vozes autônomas) com dois longas de coprodução Brasil/Portugal e dois curtas metragens. Outro ótimo destaque de 2016 em Toronto é a mostra especial dedicada à cidade de Lagos, na Nigéria.

Cameron Bailey, diretor artístico da TIFF, destacou em seu perfil no Twitter a presença feminina no evento: 52% dos filmes são estrelados por mulheres, sendo 35% das diretoras da sessão de Gala e 29% de mulheres no lineup geral.

O blog selecionou alguns filmes que prometem causar burburinho na TIFF, que virou um dos principais termômetros para a temporada de premiações de cinema.

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La La Land – Cantando Estações (Damien Chazelle)

Um dos filmes mais esperados dessa temporada por três motivos: o diretor Damien Chazelle, do premiado Whiplash; os protagonistas são vividos por Emma Stone e Ryan Gosling e está sendo considerado como uma homenagem aos antigos musicais, segundo as primeiras reações no Festival de Veneza, cuja produção foi escolhida para abrir o evento.

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Nocturnal Animals (Tom Ford)

Foram-se sete anos desde o debut do estilista Tom Ford como diretor de cinema, com o belo Direito de Amar. Agora, ele promete abalar estruturas com um suspense. Amy Adams interpreta uma negociante de arte que, do nada, recebe um manuscrito de um livro sobre uma tragédia com a qual ela acaba envolvida.

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Histórias reais de amor que superaram preconceitos

O que A United Kingdom e Loving tem em comum? São filmes que contam duas histórias de amor interraciais e que enfrentaram preconceitos da sociedade.  A United Kingdom conta com David Oyelowo e Rosamund Pike. Já Joel Edgerton e Ruth Negga protagonizam Loving.

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Pablo Larraín em dose dupla

O cineasta chileno Pablo Larraín estará em Toronto com duas histórias biográficas, como da caça de um inspetor de polícia (Gael García Bernal) ao poeta Pablo Neruda e da ex-primeira dama dos EUA Jacqueline Kennedy (Natalie Portman). Jackie marca a estreia dele em Hollywood.

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Una (Benedict Andrews)

Adaptada de Blackbird, aclamada peça da Broadway, Una retrata um tema bastante pertinente não só na vida real, mas também na indústria de Hollywood: o abuso sexual. Rooney Mara interpreta uma mulher que confrontará seu algoz anos depois.

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American Pastoral (Ewan McGregor)

Baseado em Pastoral Americana, história de Philip Roth sobre um herdeiro de imigrantes que tenta construir seu sonho americano. Marca a estreia do ator Ewan McGregor como diretor.

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Elle (Paul Verhoeven)

O filme de Paul Verhoeven também – assim como Una – conta a história de uma mulher (Isabelle Huppert) vitima de abuso sexual. Mas aqui, o tom promete mais densidade por conta de jogos e perseguição entre os dois personagens principais da história.

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The Birth of a Nation (Nate Parker)

Vencedor do Festival de Sundance no começo do ano, The Birth of a Nation era uma das grandes apostas da comunidade negra para o Oscar, especialmente por ser uma crítica à escravidão. Mas, viu sua campanha perder fôlego com uma denúncia de estupro envolvendo o ator e diretor Nate Parker. Houve até boatos de cancelamento da coletiva de imprensa com diretor e elenco na TIFF.

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Manchester by the Sea (Kenneth Lonergan)

Com passagens por festivais como Sundance e Telluride, Manchester by the Sea é um drama familiar sobre luto e perdas. No elenco, nomes como Michelle Williams, Casey Affleck e Kyle Chandler.

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Their Finest (Lone Scherfig)

Diretora de Educação, Lone Scherfig está de volta com outro filme sob o ponto de vista da mulher, desta vez durante a Segunda Guerra Mundial.

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A Chegada (Denis Villeneuve)

O badalado Denis Villeneuve aventura-se na ficção científica com A Chegada, que traz Amy Adams como uma linguista que é convocada para interpretar sinais extraterrestres na Terra.

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Moonlight (Barry Jenkins)

Com produção-executiva de Brad Pitt, Moonlight vem conquistando ótimos reviews da mídia norte-americana. O filme é sobre as descobertas de um jovem, negro e gay, que está em busca de autoconhecimento.

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Lion (Garth Davis)

Aposta dos irmãos Weinstein para a temporada de prêmios, Lion traz Dev Patel (de Quem Quer Ser um Milionário?) como um indiano que passou por uma infância complicada ao se perder do irmão em uma estação de trem. Baseado em fatos, o filme ainda traz no elenco Nicole Kidman e Rooney Mara.

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Brimstone (Martin Koolhoven)

Faroeste sob o ponto de vista de uma jovem mulher muda (Dakota Fanning), que é perseguida por um padre vingativo. A produção competiu pelo Leão de Ouro no Festival de Veneza.

 

Os melhores momentos do Festival de Cannes 2016

Polêmica foi a palavra mais dita por cinéfilos e jornalistas sobre a 69º edição do Festival de Cinema de Cannes. Foram vários filmes bem comentados (incluindo o brasileiro Aquarius), potenciais apostas para o Oscar (Loving e Paterson) e produções de queridos por Cannes, como os Irmãos Dardennes, Xavier Dolan e Nicolas Winding Refn vaiadíssimos em suas sessões para a imprensa.

O júri presidido pelo idealizador de Mad Max, o australiano George Miller, foi na contramão de todas as apostas ao escolher os vencedores do festival. Filmes consideráveis decepcionantes como Personal Shopper (melhor diretor, dividido com o romeno Graduation) e Juste La Fin Du Monde (Grand Prix du Júri) saíram com prêmios. Resultado: foi o júri mais vaiado da história de Cannes, segundo os mais assíduos. Miller se defendeu: “Discutimos por mais tempo do que outros júris, e nada foi deixado sem debate. Fizemos o melhor que pudemos.”

Além dos filmes mencionados, o drama britânico I, Daniel Blake, venceu a Palme D’Or e o Brasil conquistou dois feitos: menção honrosa para o curta-metragem A Moça Que Dançou com o Diabo, produção feita na cidade paulista de Rio Claro e financiado por meio de rifa e Cinema Novo levou o L’Oeil d’Or de melhor documentário.

Mas também tivemos momentos belos – e também constrangedores – que marcaram essa edição do Festival de Cannes, como Woody Allen envolvido em controvérsia (de novo), cachorro desfilando no tapete vermelho, manifestações e até ator viciado em selfies. Você confere alguns desses momentos em fotografias:

George Miller inicia os trabalhos em Cannes. Como presidente do júri, ele foi um dos responsáveis pela escolha dos melhores filmes do festival.

Woody Allen aparece pensativo na exibição de seu filme, Café Society, filme exibido na abertura. Allen novamente envolveu-se em polêmica sobre seu passado, quando foi acusado de abuso sexual por sua ex-mulher, a atriz Mia Farrow.

O elenco de American Honey, liderado pela diretora Andrea Arnold, contagia a formalidade do tapete vermelho dançando hip hop, que compõe a trilha do filme.

Gary, um cão da raça buldogue francês, chama atenção dos fotógrafos na première de The Handmaiden no Palais des Festivals. Ele pertence a eterna Princesa Leia, a atriz Carrie Fisher, que esteve em Cannes para apresentar o documentário Bright Lights, sobre ela e sua mãe, Debbie Reynolds.

Édgar Ramirez e Ana de Armas pegam uma câmera emprestada de fotógrafo e registram momentos do lançamento de Hands of Stone, filme exibido fora de competição.

Julia Roberts mostra porque é e eterna “pretty woman”. Ao promover Jogo do Dinheiro, ela surgiu descalça como forma de protesto contra o protocolo do festival que barrava mulheres que não estivesse com “sapatos adequados”, ou seja, de salto alto.

A equipe de Aquarius, liderado pelo diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho e pela atriz Sônia Braga, protestam em apoio à Dilma Rousseff, presidente brasileira afastada, durante o red carpet do filme.

Estrela de um masterclass em Cannes, o diretor William Friedkin brinca com os fotógrafos antes de palestra.

Juliette Binoche e Julianne Moore se encontram em festa paralela ao Festival. Binoche divulgou o filme Ma Loute e Moore é uma das garotas-propaganda da marca L’Oreal, uma das patrocinadoras do evento.

Kristen Stewart manda um “recadinho” à imprensa após sessão de Personal Shopper, o filme mais vaiado da competição.

E o elenco de Captain Fantastic, liderado pelo ator Viggo Mortensen, também manda o mesmo “recadinho”.

Russell Crowe surpreendeu pelo bom humor e interação na coletiva de Dois Caras Legais. Aqui, ele tira fotografias de seu parceiro de cena, Ryan Gosling.

Steven Spielberg, que foi presidente do júri em 2013, manda beijos aos fotógrafos no lançamento de seu novo filme, O Bom Gigante Amigo, exibido fora de competição.

Demonstrações de carinho entre colegas em Cannes, com Marion Cotillard e Louis Garrel (Mal de Pierres)…

E também por Pedro Almodóvar com as atrizes Emma Suarez e Adriana Ugarte (Julieta).

Elle Fanning e o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn brincam durante première de The Neon Demon.

Elle Fanning e o diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn brincam durante première de The Neon Demon.

Charlize Theron e Adèle Exarchopoulos conquistam no lançamento do drama humanitário The Last Face, dirigido pelo ator Sean Penn.

Para encerrar, um momento musical, com Justin Timberlake e Anna Kendrick cantando ‘True Colors’. Eles estavam em Cannes para divulgar a animação Trolls.

Lista de vencedores do Festival de Cinema de Cannes:

Palma de Ouro: I, Daniel Blake (Ken Loach)

Grand Prix: Juste La Fin Du Monde (Xavier Dolan)

Prêmio do Júri: American Honey (Andrea Arnold)

Atriz: Jaclyn Jose (Ma’Rosa)

Ator: Shahab Hosseini (The Salesman)

Direção: Cristian Mungiu (Graduation), empatado com Olivier Assayas (Personal Shopper)

Roteiro: Asghar Farhadi (The Salesman)

Palma de curta-metragem: Timecode, de Juanjo Giménez, com menção honrosa para A Moça Que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria

Caméra d’Or: Divines (Houda Benyamina)

Os melhores takes do Festival de Toronto 2015

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O 40º Festival Internacional de Cinema de Toronto encerrou suas atividades no domingo passado, 20 de setembro, e o drama Room foi o escolhido do público o melhor filme da TIFF entre mais de 300 produções. O filme traz Brie Larson (do indie Temporário 12) como uma mulher que vive confinada em um quarto com seu filho (o fofo Jacob Tremblay, de 8 anos de idade e em seu primeiro filme). E o polêmico Spotlight, jornalístico que retrata as investigações sobre o acobertamento de abuso sexual na Igreja Católica, abocanhou o segundo lugar.

Na TIFF, as atuações chamaram mais atenção do que as produções em si, exemplos como Julianne Moore (Freeheld), Elle Fanning (About Ray), Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa), Tom Hiddleston (I Saw The Light), Sandra Bullock (Our Brand is Crisis) e Johnny Depp (Aliança do Crime), apontados como grandiosos em seus respectivos filmes. E atrizes como Cate Blanchett (aqui, como jornalista em Truth), Emily Blunt (Sicario), Saoirse Ronan (Brooklyn), Charlotte Rampling (vencedora do prêmio de melhor atriz em Berlim por 45 Years) e a protagonista de Room, Brie Larson, saíram aclamadas e cotadas para os prêmios de cinema no fim do ano.

Já sobre o cinema brasileiro, o nordestino Boi Neon, que foi premiado no Festival de Veneza semanas antes, levou menção honrosa na mostra Plattform.

Para não deixar em branco, várias estrelas passaram por Toronto e reunimos em fotos os melhores takes. E ai? Já estão ansiosos pela próxima edição da TIFF?

Fotógrafos querem um registro de Naomi Watts chegando para a estreia de Demolition, cujo filme foi escolhido para abrir os trabalhos. (Jason Merritt/Getty Images)

Michael Moore chamou atenção na première de seu novo filme, Where to Invade Next, por causa de um endosso, que dizia: “Essa sessão foi autorizada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Aproveitem o show. Isso é tudo.” (Reuters)

Ao contrário de Cannes, que proibiu as selfies no tapete vermelho, em Toronto, muitos artistas fizeram a festa dos fãs, como George Clooney… (Stephen Lovekin/Rex Shutterstock)

… Tom Hiddleston  (Brian Patterson/Rex Shutterstock)

… e Tom Hardy, que foi para a chuva se molhar, literalmente! (Stephen Lovekin/Rex Shutterstock)

Michael Keaton dá um recadinho aos fãs no lançamento de Spotlight. (Dave Abel/Toronto Sun/Postmedia Network)

Ellen Page foi à estreia de seu novo filme Freeheld acompanhada de Samantha Thomas, sua namorada. É a primeira aparição pública das duas após Page assumir sua homossexualidade em fevereiro de 2014. (Andrew H. Walker/Rex Shutterstock)

Eddie Redmayne sendo fofo no red carpet de A Garota Dinamarquesa. (Evan Agostini/Invision/AP)

Encontro de amigas: Emily Blunt e Jessica Chastain “trocam figurinhas’ em festa organizada pela revista Entertainment Weekly durante a TIFF. (John Sheare/Getty Images)

Johnny Depp exala vapor de um cigarro eletrônico durante coletiva de imprensa de seu novo filme, Aliança do Crime. Após a TIFF, Depp desembarcou no Rio de Janeiro para apresentação no Rock in Rio com sua banda, os Hollywood Vampires. (Darren Calabrese/The Canadian Press)

Parece que a sintonia maternal entre Brie Larson e o pequeno Jacob Tremblay foi além do filme Room e conquistou Toronto. (Marta Iwanek/The Canadian Press/AP)

E Jean Dujardin vai dar um break após um festival de cinema badaladíssimo… (Veronica Henri/Postmedia Network)

O que esperar do Festival de Toronto 2015?

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Os Jogos Pan-Americanos em Toronto, Canadá, terminaram recentemente, mas as atenções voltam-se para a metrópole canadense por causa do festival anual de cinema, que nos últimos anos tem crescido cada vez mais, não só no desfile de celebridades no red carpet, mas também por ter virado um dos principais termômetros para potenciais filmes para o Oscar.

A organização da TIFF divulgou nesta terça-feira (28/07) uma seleção de filmes divididos entre sessões de Gala e Apresentações Especiais. Filmes como Perdido em Marte, de Ridley Scott, a biografia do ex-ciclista Lance Armstrong The Program, de Stephen Frears e o novo filme de Michael Moore (Where to Invade Next) farão suas premières mundiais em Toronto. Filmes com buzz antecipado para prêmios e com temáticas em comum (igualdade) como The Danish Girl, com Eddie Redmayne interpretando a trans Lili Elbe e Freeheld, em que Julianne Moore e Ellen Page interpretam um casal.

Filmes oriundos de festivais como Cannes e Sundance também marcarão presença na TIFF. Os destaques ficam por conta de Dheepan (do diretor de O Profeta e Ferrugem e Osso Jacques Audiard, vencedor da Palma de Ouro em Cannes), Brooklyn (drama baseado em livro de Colm Tóibín e cuja atuação de Saoirse Ronan foi bastante elogiada em Sundance), Sicario (com Emily Blunt, Benicio Del Toro e Josh Brolin), The Lobster (prêmio do júri em Cannes) e Youth (de Paolo Sorrentino, prêmio do público em Karlovy Vary). Mas, o que mais chamou a atenção na lista é a ausência de Carol, romance com Cate Blanchett e Rooney Mara, que estava no banco de apostas para a seleção.

Demolition, produção com Jake Gyllenhaal e Naomi Watts, será o filme abertura da TIFF, que ainda pode reservar surpresas divulgando mais produções nos próximos dias. Quem sabe Carol apareça na seleção final?

A TIFF acontecerá de 10 a 20 de setembro em Toronto, Canadá. Logo abaixo, você confere nossos destaques da seleção oficial.

Beasts of No Nation (Cary Fukunaga, Gana)

Conhecido por dirigir a primeira temporada da série True Detective, Cary Fukunaga conduz esse drama de guerra na África. O filme tem previsão de lançamento na Netflix para 16 de outubro.

Brooklyn (John Crowley, Reino Unido/Irlanda/Canadá)

Baseado na obra de Colm Tóibín, autor que foi destaque na Feira Literária de Paraty em 2015, traz Saoirse Ronan como uma jovem que vive em uma Irlanda sem perspectiva de futuro para jovens e que por esse motivo, ela acaba indo rumo aos EUA em busca de uma vida melhor.

Dheepan (Jacques Audiard, França)

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes 2015, o filme francês retrata a imigração ilegal com o amor em família.

The Danish Girl (Tom Hooper, Reino Unido/Suécia)

Eddie Redmayne interpreta Einar Wegener foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo. O filme tem a direção de Tom Hooper (que já trabalhou com Eddie em Os Miseráveis).

Freeheld (Peter Sollett, USA)

Julianne Moore interpreta uma policial de Nova Jersey, que enfrentou uma dura batalha para garantir que sua companheira Ellen Page tivesse direito a seus benefícios após a sua morte. Steve Carell e Michael Shannon também compõem o elenco.

Perdido em Marte (Ridley Scott, USA)

Baseado no livro de Andy Weir, Perdido em Marte é considerado o filme anual espacial, após Gravidade e Interestelar. Matt Damon, Jessica Chastain, Chiwetel Ejiofor e Kristen Wiig estão no elenco.

5555fc9e1aaec7043ea4aa02_cannes-film-festival-2015-the-lobster-colin-farrellThe Lobster (Yorgos Lanthimos, Irlanda/Reino Unido/Grécia/França/Holanda)

Passado em uma distopia, The Lobster, as pessoas possuem prazo para achar um par, senão sofreram consequências. Colin Farrell, Léa Seydoux e Rachel Weisz encabeçam o filme.

The Program (Stephen Frears, Reino Unido)

The Program contará a história do ex-ciclista Lance Armstrong, de sua ascensão à fama mundial até a sua ruína após ser pego no doping.

Sicario (Denis Villeneuve, USA)

O filme gira em torno de uma força-tarefa da CIA que conta com vários agentes para derrubar um chefão do tráfico de drogas que opera na fronteira entre EUA e México.

imageSunset Song (Terence Davies, Reino Unido/Luxemburgo)

Adaptação de um clássico escocês, Sunset Song é sobre uma jovem batalhadora que enfrenta as consequências da Primeira Guerra Mundial.

O que esperar do Festival de Cannes 2015?

Cartaz presta homenagem a Ingrid Bergman, que em 2015, completaria 100 anos. (Divulgação/Festival de Cannes)

Cartaz presta homenagem a Ingrid Bergman, que em 2015, completaria 100 anos. (Divulgação/Festival de Cannes)

Em 2015, o Festival de Cinema de Cannes, na França, apresentará uma das competições pela Palma de Ouro mais ecléticas dos últimos anos. Eclética, no sentido de priorizar bastante o cinema internacional do que, simplesmente, trazer filmes duvidosos para abertura ou concorrer a prêmios com o objetivo de trazer artistas de apelo popular para atrair flashes.

Cannes quer mesmo atenção dos holofotes aos filmes apresentados, que dependendo da recepção, acabam saindo de Cannes rumo à temporada de premiações, assim como outros festivais tentam reinventar-se para atrair mais público e revistas. Mas o diretor-geral do festival, Thierry Frémaux, planeja reduzir as selfies no tapete vermelho. Segundo ele, os autorretratos, febre entre as celebridades nas últimas Awards Season, “tornam o tapete vermelho terrivelmente confuso e desorganizado.” Polêmica à vista?

Cate Blanchett e Marion Cotillard dão vida a duas personagens literárias em dois filmes que estarão em Cannes: Carol Aird e Lady Macbeth, respectivamente. (Divulgação)

Cate Blanchett e Marion Cotillard dão vida a duas personagens literárias em dois filmes que estarão em Cannes: Carol Aird e Lady Macbeth, respectivamente. (Divulgação)

Voltando a seleção oficial, a lista chama a atenção pela ausência de produções latino-americana (mesmo com o mexicano Las Elegidas aparecendo na mostra paralela Um Certo Olhar). Do contrário, os Estados Unidos mostra sua força com filmes que prometem causar rebu tanto pelos nomes envolvidos, quanto pela premissa deles. Gus Van Sant apresenta Sea of Trees; Todd Haynes retoma parceria com Cate Blanchett em Carol, baseado em livro de Patricia Highsmith, autora de O Talentoso Ripley e o canadense Dennis Villeneuve (de Os Suspeitos e Incêndios) dirigindo a produção norte-americana Sicario. Também está na disputa a aguardada adaptação de Shakespeare, Macbeth, com Marion Cotillard e Michael Fassbender.

A atenção dos holofotes estarão mesmo para as produções que terão estreia mundial na Croisette. Woody Allen lançará seu filme anual, O Homem Irracional, com Joaquin Phoenix e Emma Stone; o blockbuster Mad Max: Estrada da Fúria e as animações Divertida Mente, produção da Pixar e O Pequeno Príncipe, adaptado do clássico de Antoine de Saint-Exupéry.

Sob presidência dos cineastas norte-americanos Joel e Ethan Coen, o Festival de Cinema de Cannes, acontecerá de 13 a 24 de maio de 2015, com o francês La Tête Haute, da cineasta Emmanuelle Bercot abrindo os trabalhos. Para conferir todos os filmes confirmados em Cannes, clique aqui.