85 anos de Audrey Hepburn

“Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas: jamais jogue alguém fora.”

Audrey-Hepburn

Falar sobre o legado de Audrey Hepburn pode parecer difícil. Mas as razões pela admiração e simpatia que tenho por ela não vale apenas em sua dedicação as artes, mas também como ser humano. Nascida na Suíça, ela teve uma infância conturbada por causa do divórcio de seus pais, ao mesmo tempo da Segunda Guerra Mundial.

Após a Guerra, Audrey se mudou para Londres com sua mãe e estudou dança, mas sua professora foi clara: ela era alta demais e não tinha talento suficiente para se tornar bailarina. Com essa ilusão, ela trabalhou como corista e modelo para ajudar a mãe.

Paralela a carreira de modelo, Audrey resolveu investir na atuação. Ela teve a sorte de conhecer a escritora francesa Collette, que encantada com aquela moça, decidiu que Audrey era perfeita para o papel de Gigi, uma peça da Broadway, mas a crítica especializada desgostaram da peça, mas logo foi afirmado que aquela adorável e desconhecida atriz estava destinada a ser uma grande estrela.

Depois de Gigi, Audrey fez uma audição para um filme chamado Roman Holiday (A Princesa e o Plebeu) e conseguiu o papel principal da Princesa Ann e,de imediato, conquistou a indústria hollywoodiana e um Oscar de melhor atriz.

Mas Miss Hepburn virou ícone eterno do cinema e da moda graças à Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo), em que interpretou Holly Golightly, uma prostituta de luxo estilosa e de personalidade doce, como a própria Audrey, uma diva de coração grande e talento único, que merece ser lembrada e conhecida por uma geração carente de um artista à altura.

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Adeus e obrigado!

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Desde comecei a me interessar pelo mundo do cinema, muitas perdas já me deixaram chocada e triste, mas nunca como a deste domingo. Em questão de minutos, perder dois artistas como Eduardo Coutinho e Philip Seymour Hoffman, que construíram suas carreiras de maneira cuidadosa e íntegra.

Ambos eram admirados pela capacidade de estudo do ser humano. Um contava histórias de pessoas comuns e o outro construía personagens complexos e carismáticos. E ainda tinham muito a oferecer aos amantes de um belo filme.

Essa cena do filme Sinédoque, Nova York, estrelado por Hoffman, é perfeita pra refletir os fatos, não é?

Descansem em paz, Eduardo e Philip! Obrigado por iluminarem as telas com o talento de vocês! 😥

Thank you, Peter!

Muitos estão lembrando de cenas de Lawrence da Arábia e Ratatouille (ele foi a versão original do crítico Anton Ego), mas irei na contramão. Tive alguns problemas no roteiro de Venus, mas o filme sustenta-se numa atuação magnifica de Peter O’Toole, que aliás, foi um dos últimos filmes dele antes de ficar doente. Esta cena então, quando seu personagem, Maurice recita Shakespeare é muito linda!

“Shall I compare thee to a summer’s day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer’s lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm’d;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature’s changing course untrimm’d;
But thy eternal summer shall not fade
Nor lose possession of that fair thou owest;
Nor shall Death brag thou wander’st in his shade,
When in eternal lines to time thou growest:
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this and this gives life to thee.”

Thank you, Peter! Rest in Peace!

Goodbye, Nora!

Na noite de 26 de junho, a notícia de que a cineasta nova-iorquina Nora Ephron havia falecido devido a um câncer balançou a indústria cinematográfica e também as redes sociais. Eis uma profissional que deixou um bom legado na história do gênero comédia romântica no cinema (mesmo que tenha cometido alguns deslizes como A Feiticeira).

Como o ditado de uma foto valer mais que mil palavras, nossa singela homenagem a Nora com alguns momentos especiais de seus principais trabalhos. Rest in peace!

Goodbye, Liz Taylor!

“Sou uma sobrevivente. Um exemplo vivo do que somos capazes de enfrentar e ainda assim sobreviver.”





Pode-se dizer que essas fotos dizem muito sobre a beleza e o talento que Elizabeth Taylor tinha. E isso é o mais impotante ao lembrar-se de sua contribuição ao Cinema, não só por consolidar-se como a primeira atriz da história ao receber 1 milhão de dólares de cachê, mas também pela sua participação em causas comunitárias como em combate a AIDS. Pode ter tido uma vida pessoal movimentada e difícil, mas lembramos de Liz pelo que ela foi nas telas, como em sua atuação ao lado de Paul Newman em Gata em Teto de Zinco Quente.

Descanse em paz, miss Taylor!

Trilha Sonora da Semana


Dirty Dancing, por Vários
Trilha sonora que virou símbolo cult no final dos anos 1980, assim como o filme, que deu carreira internacional para Patrick Swayze. Uma trilha que combina perfeitamente com o clima contagiante e dançante da película e toda canção merece uma boa lembrança, principalmente “(I’ve Had) The Time of my Life”, que venceu o Oscar e o Globo de Ouro de melhor canção e também a canção “She’s Like the Wind”, que também recebeu indicações para vários prémios cantada pelo próprio Swayze e co-escrita por ele. Outras canções incluem “Be My Baby”, “Hungry Eyes” (minha favorita da trilha), “Hey Baby”, etc. Um clássico das discotecas que merece ser escutado e apreciado por gerações e descanse em paz, Patrick! Para fazer o download da trilha, clique aqui.

Michael Jackson e sua contribuição a sétima arte

Michael Jackson realmente revolucionou a música Pop nas últimas décadas. Deixou como herança muitos sucessos contagiantes e inesquecíveis. Mas não foi só na indústria fonográfica que ele deixou sua marca. No cinema, ele teve uma pequena filmografia, mas suas canções acabaram virando uma marca registrada, independente do gênero de filme.


The Wis – O Mágico Inesquecível, de Sidney Lumet (1978)

O primeiro papel de Michael Jackson no cinema foi como Espantalho no filme, que é uma adaptação de O Mágico de Oz e contava no elenco com a cantora Diana Ross e com o comediante Richard Pryor.

Captain EO, de Francis Ford Coppola (1986)

Esta película foi exibida com tecnologia 3D dentro dos parques da Disney e tem produção de George Lucas. Michael foi um capitão de uma nave espacial tripulada por robôs e alienígenas que acaba enfrentando uma rainha má.


Moonwalker, de Jerry Kramer e Jim Blashfield (1988)

Musical onde o músico aparece com figurinos que acabou virando moda na época de seu lançamento. No longa, ele era um ser de outro planeta que vem à Terra para ajudar três crianças a combater Mr. Big, um traficante de drogas que quer dominar o mundo.


Thriller acabou virando um dos maiores sucessos do cantor e, também revolucionou a história dos videoclipes. Com duração de quase 14 minutos e um orçamento de quase U$ 1,3 milhões, e estabeleceu um padrão de cinema para videoclipe. Outros exemplos foram os clipes Bad, dirigido por Martin Scorcese e They Don’t Care About Us, gravado no Pelourinho, em Salvador, e no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, dirigido por Spike Lee.

Mesmo que sua contribuição ao cinema seja mesmo constante em suas canções, Michael Jackson merece ser lembrado pela qualidade e a revolução de seu clipes, os transformando em uma grande produção cinematográfica. Vida longa a Jackson!