Os Melhores Pôsteres de 2017

Nossa seleção dos melhores pôsteres de 2017 apresenta filmes de gêneros distintos, mas com um propósito em comum: atrair ainda mais a atenção para potenciais espectadores. Confira nossa seleção abaixo:

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Descobrindo: Florence Pugh

Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk, obra de Nikolai Leskov publicada em 1865 não tem nenhuma relação com Macbeth de Shakespeare. Ela é uma anti-heroína, no sentido em que procura pela liberdade feminina em meio a um ambiente opressor para qualquer dama, mas que também apresenta uma personalidade fria e calculista para conseguir essa tão sonhada liberdade, sem se arrepender de nada.

A adaptação cinematográfica, apontada como o melhor filme britânico de 2017 trouxe duas revelações: o diretor William Oldroyd (oriundo do teatro) e Florence Pugh, que faz um trabalho fantástico em seu primeiro papel de destaque no cinema aos 21 anos de idade. Aliás, vamos dedicar este espaço para falar um pouco sobre a Florence.

Nascida e criada em Oxfordshire, na Inglaterra, Florence estreou nas telas no suspense The Falling em que dividiu as cenas com Maisie Williams (a Arya Stark da série Game of Thrones). Florence recebeu elogios da crítica britânica e uma indicação ao prêmio de revelação no Festival de Londres. Ao mesmo tempo em que participava da série Marcella e do filme para TV Studio City, ela conseguiu o papel de protagonista em Lady Macbeth.

O papel de Katherine está rendendo para Florence Pugh muitos elogios (ela está sendo chamada de “A nova Kate Winslet”), indicações a prêmios (ela já venceu o The Evening Standard Breakthrough of the Year Award) e também novos filmes para o currículo. Entre os próximos trabalhos da atriz britânica estão The Commuter, com Liam Neeson, Fighting with My Family, inspirado no documentário de mesmo nome sobre a lutadora de WWE Raya Knight e com Dwayne Johnson assumindo as funções de ator e produtor e Outlaw King, produção de época da Netflix.

Já na telinha, Florence será Cordelia na adaptação produzida pela Amazon e BBC do clássico de Shakespeare Rei Lear, com Anthony Hopkins e Emma Thompson e direção de Richard Eyre (Notas Sobre um Escândalo) e também será uma espiã na minissérie da AMC The Little Drummer Girl, produzido por Park Chan-wook (A Criada, Oldboy) e baseado no livro de John le Carré, A Garota do Tambor.

Vale apontar que todas essas produções mencionadas estão previstas para 2018. Então, ouviremos falar bastante de Florence Pugh, não é?

A história secreta da Mulher-Maravilha e a sua imagem empoderada

Capa da primeira revista Ms. As editoras esperavam fazer uma ponte entre o feminismo dos anos 1910 e o feminismo dos anos 1970 com a Mulher-Maravilha dos anos 1940.

Eu amo cinema desde pequena, mas poucas personagens me representavam tanto como nos tempos atuais. Via sempre a atriz Audrey Hepburn como um exemplo de personalidade: gentil, charmosa e empoderada, mesmo com todas as regras da época. No século XXI, a palavra “empoderada” está cada vez mais em evidência, não só pelas girls lutarem cada vez mais por espaço no entretenimento, mas também apresentar personagens femininas dentro de um contexto em que podemos nos identificar um pouco.

Atualmente, a TV é a casa de histórias com grande destaque em personagens femininas, como as vencedoras do Emmy 2017 The Handmaid’s Tale e Big Little Lies e até mesmo a nova roupagem de Star Trek, cuja protagonista é mulher e negra. Já nas telonas, temos figuras como Imperator Furiosa (Mad Max), Noiva (Kill Bill), Leia e Rey (Star Wars), Lisbeth Salander (Millennium Trilogy) e… Mulher-Maravilha.

A Mulher-Maravilha demorou 75 anos para ganhar uma produção cinematográfica própria. E ela é tão importante no universo dos quadrinhos quanto Batman e Superman! Em 2017, o filme solo da amazona quebrou vários paradigmas: foi o filme mais lucrativo do cinema até agora e sua diretora, a mais bem paga da história. E pensar que a Mulher-Maravilha ainda teve de mostrar seu valor e a história por trás da guerreira de Themyscira é fascinante, ao mesmo tempo, surpreendente.

Vamos lá para 1938: ano que surgiu o Superman. Os editores de revistas passaram a receber muitas críticas de pais e professores que acreditavam que os quadrinhos “deseducavam” as crianças. Um psicólogo e professor chamado William Moulton Marston discordava firmemente desse conceito. Além de ter sido o inventor do detector de mentiras (que foi inspiração para o Laço da Verdade), Marston era um “feminista”: ele acreditava que a sociedade seria um lugar melhor sob o domínio amoroso das mulheres.

Quando ele foi chamado para fazer consultoria para a DC Comics, Marston convenceu os editores da força e importância de uma super-heroina em meio a um mercado de personagens totalmente masculinos. A Wonder Womannasceu em um esboço de uma moça com sandálias gregas, braceletes e tiara de rainha. Marston sugeriu mudanças que geraram a ira das próprias mulheres: ele queria que a Mulher-Maravilha usasse shortinho e botas vermelhas de cano alto. Isso era um ultraje para as mulheres envolvidas na produção por ser provocante e bastante fetichista.

O curioso era que o professor Marston queria usar as HQs para implementar a igualdade de gênero, mesmo sendo de forma inusitada. Ele queria que a Mulher-Maravilha usasse braceletes para repelir as balas, dando assim mais poder a ela. Ele acreditava que esse tipo de ousadia poderia passar uma mensagem importante: que as novas gerações de mulheres se preparassem para um mundo novo e inspirá-las a autoconfiança em ocupações até então monopolizadas por homens.

William Moulton Marston (foto: Wiki DC Comics)

“Sinceramente, a Mulher-Maravilha é propaganda psicológica com vistas ao novo tipo de mulher que, na minha opinião, deveria dominar o mundo.” — William Moulton Marston

Mas a vida pessoal do professor Marston foi uma fonte de referências à personalidade de Diana Prince. Após a sua morte, em 1947, descobriu-se que ele era casado com duas mulheres ao mesmo tempo: Elizabeth Holloway e Olive Byrne, que inspiraram e colaboraram nas primeiras histórias da personagem. Mesmo assim, elas não tiveram autorização da DC Comics para ajudar nos roteiros.

Mulher-Maravilha em gerações distintas: Lynda Carter em 1977 na série de TV e Gal Gadot em 2017 no filme. (foto: montagem/Warner Bros./DC Comics)

Agora, chegando na DC Comics, a personalidade da Mulher-Maravilha era a de “bela, recatada e do lar”, ou seja, chegou a atuar como babá, conselheira sentimental e estava louca para casar com Steve Trevor. Anos à frente, entre 1975 e 1979, foi produzida uma série de TV com Lynda Carter (que antes foi Miss América) e participações em desenhos da Liga da Justiça; em 2012, a Amazon engavetou um projeto de seriado para Wonder Woman e ainda em 2017, a atriz israelense Gal Gadot aparecerá novamente na pele da heroína, dessa vez na versão live-action da Liga.

Conhecendo toda essa história por trás da lenda Mulher-Maravilha, vemos que toda essa comoção e sucesso que ela está tendo nos dias atuais são significativos, não só para abrir as portas para mais personagens femininas de destaque no entretenimento, mas como um modelo de humanidade em defesa da igualdade e do amor entre os seres humanos, numa sociedade que está cada vez mais intolerante com seu próximo.

“Eu acredito no amor. Apenas o amor vai verdadeiramente salvar o mundo.” (Diana Prince Rockwell Trevor ou simplesmente, Mulher-Maravilha)

Publicado originalmente no Medium em 27 Set 2017.

Os melhores pôsteres de 2016

2016 foi um ano bastante tenso no mundo. Aconteceram muitas coisas, mas no cinema tivemos boas produções e outras, nem tanto. Alguns filmes não foram lançados no Brasil, mas suas artes disponíveis para todo mundo ver em 2016. Nossa seleção apresenta pôsteres que apresentam a produção, as taglines de efeito, “brincam” com objetos e até mesmo ironizam datas comemorativas, chamando assim a atenção para as produções: aliás, esse é o papel do marketing, certo?

Confira abaixo os melhores cartazes de 2016, segundo o blog:
aquarius

arrival_ver18

assassins_creed

batman_v_superman_dawn_of_justice_ver2

birth_of_a_nation

christine_ver2

de_palma

 

deadpool_ver7_xlg

 

doctor_strange

equals

girl_on_the_train

ahgassi-the-handmaiden

jackie

kubo_and_the_two_strings_ver15

la_la_land_ver3

la_la_land_ver7

loving

moonlight_ver2

monster_calls

neon_demon_ver2

pride_and_prejudice_and_zombies_ver13

queen_of_katwe

silence

wiener_dog

Agatha Christie: a menina dos olhos do entretenimento?

Livros de Agatha Christie expostos no estande da L&PM na Bienal do Livro São Paulo em 2012.

Os livros de Agatha Christie são os mais vendidos do mundo, mesmo após sua morte, em 1976. A autora inglesa está no Guinness Book porque seus livros venderam mais de 4 bilhões de cópias em 103 idiomas, atrás somente de William Shakespeare e da Bíblia Sagrada. Antes de se tornar a Rainha do Crime, Christie teve livros recusados por várias editoras, mas o reconhecimento começou em 1920 com O Misterioso Caso de Styles, primeiro romance com seu personagem mais famoso: o detetive belga Hercule Poirot.

No cinema e na TV, a obra de Christie é bastante adaptada. Na telinha, a BBC produziu inúmeras produções com os personagens Miss Marple e Hercule Poirot. Este último, por exemplo, um detetive vaidoso com um chamativo bigode como sua marca registrada, já foi protagonista de filmes dirigidos por Billy Wilder (Testemunha de Acusação) e Sidney Lumet (Assassinato no Expresso do Oriente).

Estamos no século XXI e as histórias de Agatha Christie ainda rendem adaptações. Assassinato no Expresso do Oriente ganhará nova versão produzida por Ridley Scott e dirigida por Kenneth Branagh, conhecido por suas adaptações de Shakespeare. Angelina Jolie está em negociações para atuar no filme. Já a BBC tem planos de adaptar vários livros da Rainha do Crime em comemoração aos 125 anos da escritora. Uma minissérie baseada em Testemunha de Acusação entrou em fase de pré-produção no canal.

Na montagem: Agatha Christie (ao meio) e as atrizes Emma Stone (esq.) e Alicia Vikander (dir.)

Na montagem: Agatha Christie (ao meio) e as atrizes Emma Stone (esq.) e Alicia Vikander (dir.)

O mais curioso são sobre as produções biográficas de Agatha Christie que serão feitas quase simultaneamente por Hollywood. Lembrando o mesmo caso de Truman Capote, que ganhou dois filmes num período de um ano, Agatha pode ser interpretada por duas atrizes distintas e talentosas.

Os estúdios Sony e Paramount planejam projetos diferentes sobre a autora britânica, mas com dilemas em comum: conseguir autorização da família de Christie, que possuem direitos das obras dela e costuma dificultar os projetos. Segundo sites de cinema, o novo Assassinato no Expresso do Oriente foi negociado durante sete anos antes de obter sinal verde para aprovação.

Caso os estúdios consigam chegar a um acordo com herdeiros dos direitos autorais de Christie, a Paramount pensa em Emma Stone como Agatha, sobre seu desaparecimento de 11 dias no ano de 1926. Já a Sony quer a vencedora do Oscar Alicia Vikander no papel da escritora com foco em seu lado “mulher acima de seu tempo” e sobre a amizade que a escritora construiu com figuras como Arthur Conan Doyle e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

E você? Qual cinebio vai se sair melhor nessa disputa? Deixe suas expressões nos comentários.

Descobrindo: Alden Ehrenreich

Nos últimos dias, já pipocavam na internet que o ator americano Alden Ehrenreich foi o escolhido para viver o novo Han Solo, piloto da icônica nave Millenium Falcon, da franquia Star Wars. Ele será a versão jovem do personagem eternizado por Harrison Ford no filme intitulado como Han Solo: A Star Wars Story, com direção de Phil Lord e Christopher Miller, os mesmos de Uma Aventura Lego.

A história de Alden é curiosa, especialmente por envolver o cineasta Steven Spielberg. Ele estava assistindo a um vídeo do Bar Mitzvah da amiga de uma de suas filhas quando surgiu a imagem de um garotinho fazendo brincadeiras na festa. Esse menininho era Alden e ele tinha 14 anos na época. Após um encontro com o cineasta nos escritórios da DreamWorks, as portas em Hollywood se abriram para o jovem ator através de participações menores na TV, em séries como CSI e Supernatural.

No cinema, ele estreou em Tetro, produção de Francis Ford Coppola. Na época de lançamento do filme, o crítico Roger Ebert descreveu o ator de “novo Leonardo DiCaprio”, pela sua confiança e carisma no papel. Ele ainda fez participações pequenas em Blue Jasmine, de Woody Allen e Segredos de Sangue, de Park Chan-wook e também protagonizou a adaptação do livro Dezesseis Luas. Em 2016, teve atuação elogiada pela crítica no estrelado Ave, César!, dos irmãos Joel e Ethan Coen, em que interpreta um caubói que vira ator de filmes mudos.

Entre seus próximos projetos antes de viver Han Solo estão um longa de Warren Beatty sobre Howard Hughes e o drama sobre a Guerra no Iraque The Yellow Birds, com Jennifer Aniston e Toni Collette.

No vídeo abaixo, Alden foi par romântico de Natalie Portman no comercial do perfume Miss Dior, dirigido por Sofia Coppola.

Descobrindo: Bel Powley

Dias atrás, a Sony Classics lançou o trailer de The Diary of a Teenage Girl. O filme chamou a atenção no começo do ano quando passou por festivais como Sundance (que venceu o prêmio de fotografia) e Berlim (ganhador do Grande Prêmio da Generation 14plus), além de muitos elogios em torno da atriz britânica Bel Powley.

Bel, diminutivo de Isobel, começou sua carreira na série infanto-juvenil da BBC M.I.High, mas foi nos palcos londrinos, especialmente numa recente versão da peça escrita por Tom Stoppard Arcadia, no papel de Thomasina Coverlye, que recebeu ótimas críticas, como a do The New York Times, afirmando que “Powley capta, com encanto, o ardor de uma jovem mente brilhante.”

Mas, será ainda em 2015, que veremos o nome de Bel Powley figurando a lista de atores para ficar de olho, porque é o ano de estreia dela no cinema. Em maio, ela lançou no Reino Unido A Royal Night Out, produção de época sobre as princesas Margaret e Elizabeth (futuramente, Rainha Elizabeth II), que no dia que marcou o fim da II Guerra Mundial, elas ganharam permissão de sair do Palácio de Buckingham para celebrar.

O já mencionado The Diary of a Teenage Girl, da estreante Marielle Heller e baseado na graphic novel da norte-americana Phoebe Gloeckner, é sobre uma adolescente em busca de aceitação no mundo. Ela começa um relacionamento íntimo com o namorado da mãe interpretada por Kristen Wiig, ao mesmo tempo em que experimenta as drogas e o sexo.

Outro filme que tem Bel no elenco e com estreia prevista ainda para 2015 é Equals, ficção científica considerada uma adaptação romântica de 1984, clássico de George Orwell. A produção tem direção de Drake Doremus (de Like Crazy, que no Brasil, recebeu o nome de Loucamente Apaixonados) e produção de Ridley Scott. No elenco, nomes como Kristen Stewart, Nicholas Hoult, Guy Pearce e Jacki Weaver.

Bel Powley é um rosto que merece prestar atenção em seus trabalhos, todos promissores e, porque não, até ousados.