Considerações sobre o Oscar 2016

"Fuck yeah!": Michael Keaton vibra com a vitória de "Spotlight" em Melhor Filme no Oscar 2016.

“Fuck yeah!”: Michael Keaton vibra com a vitória de “Spotlight” em Melhor Filme no Oscar 2016.

A expectativa em torno da festa do Oscar era muito grande por dois motivos: a primeira é a performance de Chris Rock como host em meio a polêmica sobre a falta de diversidade entre os indicados. E o outro motivo seria a possibilidade de dois nomes queridos pelo público (Leonardo DiCaprio e Sylvester Stallone) saírem vencedores em suas categorias.

Sobre Rock, o comediante começou sua apresentação de maneira ácida. Afirmou já ter pensado em desistir da apresentação e aderir ao boicote, mas seguiu em frente. Para ele, “a verdadeira luta não era contra o Oscar e sim a falta de oportunidades para negros em Hollywood”. A seriedade da frase dá lugar a ‘zoeira’ com a recriação de alguns filmes indicados com a presença de atores negros e a “homenagem” ao ator Jack Black pela atriz Angela Bassett.

A transmissão do Oscar 2016 teve novidades na transmissão, como legendas explicativas sobre os atores que apresentavam categorias e a lista de agradecimento dos vencedores, que por vezes ficava confuso no espectador pela maneira como ela começou a rolar.

Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander: os melhores atores, segundo a Academia.

Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander: os melhores atores, segundo a Academia.

É obvio dizer que a vitória de Leonardo DiCaprio foi um dos pontos mais belos da festa, com um discurso engajante e de agradecimento sincero, mas também há de lembrar da emocionante apresentação musical de Lady Gaga; a belíssima vitória de Ennio Morricone em Melhor Trilha Sonora e a auto confiança da figurinista Jenny Beavan ao receber seu segundo Oscar da carreira, por Mad Max: Estrada da Fúria, mais lindo do que um vestido de grife famosa.

Quanto aos prêmios, houve surpresas boas, como os efeitos visuais para o inovador Ex-Machina, e algumas obviedades, como Alejandro González Iñárritu levando novamente melhor direção por O Regresso e Emmanuel Lubezki ganhando o seu terceiro Oscar consecutivo pelo mesmo filme. Já a vitória “não dá pra digerir” foi para a canção “Writing’s on the Wall”, tema de 007. Além de ser a mais fraca da seleção, também rendeu uma apresentação sonolenta de Sam Smith.

Vale salientar – e lamentar – o tratamento que a imprensa brasileira deu após a festa. O discurso da vitória de Leonardo DiCaprio sobre meio ambiente ou até mesmo a importância do debate sobre a desigualdade na indústria foram preteridos pelos memes em torno da participação pífia de Glória Pires na transmissão da Rede Globo (que ainda é assunto nos principais sites do Brasil) ou dos lamentos do diretor brasileiro indicado em Animação Alê Abreu sobre a participação de Woody e Buzz Lightyear na premiação, já que Toy Story completou 20 anos desde seu lançamento. E 2017 tem mais!

Lista de vencedores do Oscar 2016:

Melhor Filme: Spotlight – Segredos Revelados

Melhor Direção: Alejandro González Iñárritu (O Regresso)

Melhor Atriz: Brie Larson (O Quarto de Jack)

Melhor Ator: Leonardo DiCaprio (O Regresso)

Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

Melhor Ator Coadjuvante: Mark Rylance (Ponte dos Espiões)

Melhor Roteiro Original: Spotlight – Segredos Revelados

Melhor Roteiro Adaptado: A Grande Aposta

Melhor Fotografia: O Regresso

Melhor Figurino: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Mixagem de Som: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Edição de Som: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Montagem: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Maquiagem: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Canção Original: “Writing’s on the Wall” (007 Contra Spectre)

Melhor Trilha Sonora: Os Oito Odiados

Melhores Efeitos Visuais: Ex-Machina: Instinto Artificial

Melhor Documentário: Amy

Melhor Filme Estrangeiro: O Filho de Saul (Hungria)

Melhor Animação: Divertida Mente

Melhor Design de Produção: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Curta-Metragem de Animação: A História de Um Urso

Melhor Curta-Metragem: Stutterer

Melhor Curta-Metragem Documentário: A Girl in the River: The Price of Forgiveness

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Vanity Fair e o retrato da diversidade feminina

Da esq. para a dir.: Jane Fonda, Cate Blanchett, Viola Davis, Jennifer Lawrence, Charlotte Rampling, Rachel Weisz, Brie Larson, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Gugu Mbatha-Raw, Helen Mirren, Saoirse Ronan e Diane Keaton (Foto: Annie Leibovitz/Vanity Fair)

Após a lista de indicados ao Oscar criar polêmica pela ausência de atores e diretores negros, no sábado passado, o prêmio do Screen Actors Guild (SAG) deu seu recado para a uma indústria cada vez mais desigual. E a revista Vanity Fair surpreendeu ao divulgar a sua capa do anual Hollywood Issue.

Criticada pela falta de diversidade na escolha dos artistas para estampar a edição e também “esconder” pessoas de cor e estrangeiras na parte interna da capa, a revista juntou somente mulheres, jovens e veteranas, brancas e negras. A diretora de estilo da Vanity Fair, Jessica Diehl, afirma que o maior objetivo da edição 2016 do portfólio é “apresentar retratos íntimos e honestos das atrizes.”

A capa é composta por Jane Fonda, Cate Blanchett, Viola Davis, Jennifer Lawrence, Charlotte Rampling, Rachel Weisz, Brie Larson, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Gugu Mbatha-Raw, Saoirse Ronan, Helen Mirren e Diane Keaton. Além das fotografias assinadas pela conceituada Annie Leibovitz, a publicação também divulgou vídeos com as atrizes mostrando seus “talentos secretos”, como desenho, tipografia e até mesmo mímica!

E você, leitor? O que achou do Portfólio Hollywood 2016 da revista Vanity Fair? Deixe sua opinião nos comentários.

Sobre os indicados ao Oscar 2016

O ator John Krasinski e a presidente da AMPAS Cheryl Boone Isaacs anunciam os indicados a melhor filme.

O ator John Krasinski e a presidente da AMPAS Cheryl Boone Isaacs anunciam os indicados a melhor filme.

Na manhã desta quinta-feira (14/01), a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, o ator John Krasinski e os cineastas Guillermo Del Toro e Ang Lee anunciaram em coletiva de imprensa os indicados ao Oscar 2016. O Regresso, de Alejandro González Iñárritu, Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller e Perdido em Marte, de Ridley Scott lideram as nomeações.

Como bem lembrado nosso colega Reinaldo Glioche em seu texto no portal iG, os três filmes possuem uma premissa em comum: são sobre pessoas em busca da sobrevivência. À exceção de O Regresso, que estreou em circuito limitado, os outros dois são medalhões campeões de bilheteria em 2015. Por essa identificação com a massa, a AMPAS aposta suas fichas neles para reconquistar público. Em 2015, a cerimonia com Neil Patrick Harris como host perdeu 16% de audiência.

Numa temporada equilibrada e aberta, a disputa está entre o filme de Iñárritu (vencedor do Globo de Ouro), Mad Max e Spotlight: Segredos Revelados. Entre as surpresas, está a exclusão de Carol dos indicados a melhor filme e direção, Tom Hardy e Rachel McAdams indicados entre os coadjuvantes e a terceira nomeação de Jennifer Lawrence por um filme de David O. Russell, dessa vez por Joy – O Nome do Sucesso.

Cena da animação indicada ao Oscar "O Menino e o Mundo".

Cena da animação indicada ao Oscar “O Menino e o Mundo”.

O cinema deu ao Brasil uma bela notícia em meio a tanta turbulência noticiada a todo o momento: a animação O Menino e o Mundo, do paulistano Alê Abreu, concorre na categoria Melhor Filme de Animação, disputando com os norte-americanos Divertida Mente e Anomalisa, o germano-britânico Shaun: O Carneiro e o japonês Quando Estou com Marnie.

Nas redes sociais, não faltaram críticas sobre a “falta de diversidade” entre os indicados, como a ausência de atores negros e de somente haver homens entre os diretores. Numa indústria cada vez mais conservadora: seria preconceito, falta de atuações marcantes ou questão mercantilista? Fica a pergunta no ar…

Confira aqui a lista de indicados. A cerimônia do Oscar 2015 está marcada para 28 de fevereiro, com apresentação de Chris Rock.

Os Vencedores do Oscar 2015

“He’s waste my tempo.” Parodiar o grande vencedor da noite foi o único momento interessante de Neil Patrick Harris como host do Oscar 2015.

A edição do Oscar 2015 foi acusado pela falta de diversidade nas indicações de atores, diretores e roteiristas. Todos os indicados a atuação são brancos e nenhuma mulher foi indicada a direção ou roteiro. Mesmo que no ano anterior, um filme importante para a reflexão da história sobre a luta dos negros por uma vida digna (12 Anos de Escravidão) consagrou-se com o prêmio de melhor filme.

O chamado #OscarsSoWhite foi uma das poucas sacadas do apresentador Neil Patrick Harris. O ator, conhecido pela série How I Met Your Mother e que já apresentou o Tony quatro vezes e o Emmy, duas, mencionou essa questão como se a AMPAS estivesse rindo de si mesma, mas não foi o suficiente para animar a plateia e o espectador. Harris em muitos momentos ficou pouco a vontade com a função, a ponto de soltar sacadas chatas e escutar poucas risadas por parte dos presentes na festa.

O único momento de Harris digno de nota foi sua paródia da cena de Michael Keaton andado de cueca em plena Times Square em Birdman, com direito a trilha em bateria citando Whiplash, com participação do protagonista do filme, Miles Teller.

J.K. Simmons, Patricia Arquette, Julianne Moore e Eddie Redmayne: as atuações do ano, segundo o Oscar 2015 (foto: Jason Merritt/Getty Images)

J.K. Simmons, Patricia Arquette, Julianne Moore e Eddie Redmayne: as atuações do ano, segundo o Oscar 2015 (foto: Jason Merritt/Getty Images)

Com um host apagado em boa parte do tempo, os discursos e as apresentações musicais valeram a pena ficar acordado até altas horas da noite acompanhando um Oscar que apressou pontos e arrastou em outros. Excetuando Lost Stars, todas as canções indicadas tiveram apresentações memoráveis, com destaque para Glory, que comoveu a plateia e soltou lágrimas de muita gente e Lady Gaga, que prestou uma belíssima homenagem aos 50 anos de A Noviça Rebelde, seguida da participação-surpresa de Julie Andrews.

Já nos discursos, os destaques ficam por conta de Patricia Arquette (único Oscar para Boyhood), que empolgou por por levantar uma importante bandeira: o dos direitos iguais entre os sexos; J.K. Simmons dando uma pequena lição sobre valorizar os pais; Graham Moore, roteirista de O Jogo da Imitação, comoveu por contar sobre sua dificuldade em vender seu roteiro e de sua tentativa de suicídio aos 16 anos por se sentir estranho no mundo e Alejandro González-Iñárritu levantando a bandeira dos imigrantes mexicanos nos EUA.

Já na questão dos prêmios, além de Birdman, que superou Boyhood e venceu Melhor Filme, Melhor Direção (Iñárritu), Roteiro Original e Fotografia (segundo Oscar consecutivo para Emmanuel Lubezki, que havia vencido em 2014 por Gravidade), os outros destaques ficam com O Grande Hotel Budapeste com quatro carecas dourados, incluindo trilha sonora para Alexandre Desplat (o primeiro Oscar de sua carreira após oito nomeações) e Whiplash com três prêmios: ator coadjuvante (Simmons), Montagem e Mixagem de Som.

Relação de vencedores do Oscar 2015:

Melhor filme: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Atriz: Julianne Moore (Para Sempre Alice)

Ator: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Atriz coadjuvante: Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)

Ator coadjuvante: J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

Diretor: Alejandro González Iñárritu (Birdman)

Filme estrangeiro: Ida (Polônia)

Animação: Operação Big Hero

Melhor roteiro original: Alejandro González Iñárritu, Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. (Birdman)

Melhor roteiro adaptado: Graham Moore (O Jogo da Imitação)

Canção original: Glory, John Legend e Common (Selma)

Trilha sonora: Alexandre Desplat (O Grande Hotel Budapeste)

Documentário: CitizenFour

Fotografia: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Figurino: O Grande Hotel Budapeste

Montagem: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Maquiagem e penteado: O Grande Hotel Budapeste

Direção de arte: O Grande Hotel Budapeste

Efeitos visuais: Interstelar

Curta-metragem: The Phone Call

Animação curta-metragem: Feast

Documentário curta-metragem: Crisis Hotline: Veterans Press 1

Edição de som: Sniper Americano

Mixagem de som: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Oscar 2015: comentando as cinco canções indicadas

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Confesso que em alguns anos, andei desanimada com a categoria Canção Original do Oscar. É uma categoria que gosto muito por apresentar letras que podem causar identificação popular e correr um bom risco de virar clássico musical. Para ficar nos exemplos: Over the Rainbow (O Mágico de Oz), Moon River (Bonequinha de Luxo), Flashdance… What a Feeling (Flashdance), Take My Breath Away (Top Gun – Ases Indomáveis), Streets of Philadelphia (Filadélfia), Can You Feel the Love Tonight (O Rei Leão), My Heart Will Go On (Titanic), Falling Slowly (Apenas Uma Vez) e, recentemente, Let It Go (Frozen – Uma Aventura Congelante).

Mas houve um tempo que a Academia tratou a categoria com certa preguiça. Alguns anos, foram dois indicados ao invés de cinco, ameaça de abolir a categoria, apresentações musicais canceladas e até mesmo desclassificação por razões de publicidade interna.

Em 2015, a AMPAS repete o feito do ano anterior e capricha numa lista que já estão apelidando de “prêmio de consolação”. Nela, temos filmes como Selma e Uma Aventura Lego, dois dos maiores esnobados da lista final: um foi indicado para fazer média e o outro era franco favorito à melhor filme de animação, mas não recebeu nem menção.

‘Everything is Awsome’ (letra e música de Shawn Patterson) – Uma Aventura Lego

“Everything is awesome
Everything is cool when your part of a team
Everything is awesome
When you’re living out a dream”

‘Everything is Awsome’ é a música mais “animada” da lista. Do filme Uma Aventura Lego, ela possui um papel importante dentro do filme, como um recado de que tudo está incrível. Composta por Shawn Patterson (mais famoso pela trilha do desenho para maiores Frango Robô), a contagiante canção também foi indicada ao Grammy.

‘Glory’ (letra e música de John Stephens e Lonnie Lynn) – Selma

“One day when the glory comes
It will be ours, it will be ours
One day when the war is won
We will be sure, we will be sure
Oh glory”

Talvez você não reconheça os compositores acima, mas, na verdade, são os nomes do cantor John Legend e do rapper Common. ‘Glory’ é um hino de protesto em busca da igualdade de raças nos anos 1960, o grande plot do filme Selma, que conta a luta do líder Martin Luther King. Apontada como favorita ao Oscar, já venceu o Globo de Ouro e o Critic’s Choice.

‘Grateful’ (letra e música de Diane Warren) – Além das Luzes

“There is nothing I would change
That even one mistake I made
I got lost, found myself, found my way”

‘Grateful’ é, simplesmente, uma canção de agradecimento, sobre dificuldades e volta por cima. Um prato cheio para votantes que gostam de uma bela mensagem. Esta é a sétima indicação de Diane Warren, autora de canções para filmes como Armageddon (‘I Don’t Want To Miss A Thing‘).

‘I’m Not Gonna Miss You (letra e música de Glen Campbell e Julian Raymond) – Glen Campbell…I’ll Be Me

“I’m still here, but yet I’m gone
I don’t play guitar or sing my songs
They never defined who I am
The man that loves you ‘til the end”

A melhor canção da lista de 2015 é também a mais melancólica, não só por estar num documentário que mostra a turnê de despedida de Glen Campbell, mas também por ter sido escrita quando este estava no estágio inicial do Alzheimer. Uma curiosidade: Julianne Moore é favorita ao Oscar este ano justamente por uma personagem com o mesmo dilema que o astro country. É de ficar com os olhos lacrimejados.

‘Lost Stars’ (letra e música de Gregg Alexander e Danielle Brisebois) – Mesmo Se Nada Der Certo

“And, God, tell us the reason
Youth is wasted on the young
It’s hunting season and the lambs are on the run
Searching for meaning
But are we all lost stars
Trying to light up the dark”

‘Lost Stars’ é um título conveniente para seu compositor, Gregg Alexander, ex-vocalista do grupo New Radicals, do chiclete ‘You Get What You Give‘. Se sentindo uma “estrela perdida”, ele preferiu somente compor para outros cantores. Aqui, ele consegue, juntamente com Danielle Brisebois fazer uma balada gostosa e uma letra apaixonante, tanto interpretada pelo vocalista do Maroon 5, Adam Levine, quanto pela Keira Knightley, que interpreta a protagonista Gretta.

18 atores, 9 beijos

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O New York Times Magazine, revista semanal que acompanha o tradicional jornal americano, organiza um especial todos os anos com os atores favoritos do daquele ano. O leitor é brindado com várias facetas dos interpretes, que já teve homenagens aos vilões do cinema e até com sonhos.

Em 2014, a publicação resolveu dar uma ousada e colocar 18 atores em momentos de puro romance. “9 Kisses”, com o trabalho de fotografia e direção de Elaine Constantine, apresenta interpretes em momentos diversos como a estranheza do primeiro encontro, dois amantes fugindo de uma festa, desconhecidos em momentos inusitados, amores proibidos, a loucura de uma fã num show… O bacana é que após o final de cada historinha, você mesmo imagina o que poderia ter acontecido com qualquer uma daquelas pessoas após os créditos.

De maneira aleatória, vemos os casais Benedict Cumberbatch (de Zorro!) & Reese Witherspoon; Steve Carell & Laura Dern; Rosario Dawson & Jenny Slate; Kristen Stewart & Chadwick Boseman; Patricia Arquette & Jason Schwartzman; David Oyelowo & Timothy Spall; Shailene Woodley & Jack O’Connell; Julianne Moore & John Lithgow e Gugu Mbatha-Raw & Miles Teller.

E para você, qual foi seu beijo favorito. Deixe seu comentário!

As indicações ao Oscar 2014

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9 filmes estão na disputa pela maior iguaria cinematográfica: o titulo de melhor filme de 2014, segundo escolha da AMPAS

Na manhã desta quinta-feira (16/01), a presidente da AMPAS, Cheryl Boone Isaacs e o ator Chris Hemsworth, o Thor, anunciaram os indicados ao prêmio máximo do cinema mundial, o Oscar. Os filmes Trapaça, de David O. Russell e Gravidade de Alfonso Cuarón, lideram as indicações com 10 menções.

Com uma temporada equilibrada, as surpresas ficam por conta das ausências de Emma Thompson (Saving Mr. Banks), Robert Redford (All is Lost), Oprah Winfrey, que estava cotadíssima a atriz coadjuvante meses atrás, Pixar (Universidade Monstros) e irmãos Coen (Inside Llewyn Davis, que foi lembrado somente em fotografia e mixagem de som). Mas as surpresas da lista ficam por conta da segunda indicação de Jonah Hill a ator coadjuvante, Arcade Fire em trilha sonora por Ela e Alexander Payne em melhor diretor com Nebraska, em que muitos esperavam por Paul Greengrass, indicado ao Directors Guild Awards por Capitão Phillips.

Tirando Cate Blanchett – ampla favorita na categoria melhor atriz – esse período de premiações tem tudo para surpreender e dar um bom equilíbrio a todas as principais produções indicadas.

Uma curiosidade: David O. Russell conseguiu em dois anos seguidos emplacar quatro atores nas categorias principais de atuação com Trapaça (No caso, Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence). Em 2013, foi com O Lado Bom da Vida e seus atores principais: Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Robert de Niro e Jackie Weaver.

Com cerimônia apresentada pela apresentadora de TV e comediante Ellen DeGeneres, os vencedores do Oscar serão conhecidos no dia 02 de março com transmissão do canal por assinatura TNT no Brasil.

Confira a lista de indicados aqui:

Melhor Filme
Trapaça
Capitão Phillips
Clube de Compras Dallas
Gravidade
Ela
Nebraska
Philomena
12 Anos de Escravidão
O Lobo de Wall Street

Melhor Direção
David O. Russell, Trapaça
Alexander Payne, Nebraska
Martin Scorsese, O Lobo de Wall Street
Steve McQueen, 12 Anos de Escravidão
Alfonso Cuarón, Gravidade

Melhor Ator
Christian Bale, Trapaça
Bruce Dern, Nebraska
Leonardo DiCaprio, O Lobo de Wall Street
Chiwetel Ejiofor, 12 Anos de Escravidão
Matthew McConaughey, Clube de Compras Dallas

Melhor Atriz
Amy Adams, Trapaça
Cate Blanchett, Blue Jasmine
Sandra Bullock, Gravidade
Judi Dench, Philomena
Meryl Streep, Álbum de Família

Melhor Ator Coadjuvante
Barkhad Abdi, Capitão Phillips
Bradley Cooper, Trapaça
Michael Fassbender, 12 Anos de Escravidão
Jonah Hill, O Lobo de Wall Street
Jared Leto, Clube de Compras Dallas

Melhor Atriz Coadjuvante
Sally Hawkins, Blue Jasmine
Jennifer Lawrence, Trapaça
Lupita N’yongo, 12 Anos de Escravidão
Julia Roberts, Álbum de Família
June Squibb, Nebraska

Melhor Roteiro Adaptado
Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke, Antes da Meia-Noite
Billy Ray, Capitão Phillips
Steve Coogan e Jeff Pope, Philomena
John Ridley, 12 Anos de Escravidão
Terrence Winter, O Lobo de Wall Street

Melhor Roteiro Original
Eric Warren Singer e David O. Russell, Trapaça
Woody Allen, Blue Jasmine
Craig Borten e Melisa Wallack, Clube de Compras Dallas
Spike Jonze, Ela
Bob Nelson, Nebraska

Melhor Animação
Os Croods
Meu Malvado Favorito 2
Ernest & Celestine
Frozen – Uma Aventura Congelante
The Wind Rises

Melhor filme estrangeiro
Alabama Monroe (Bélgica)
A Grande Beleza (Itália)
A Caça (Dinamarca)
A Imagem que Falta (Camboja)
Omar (Palestina)

Melhor documentário
O Ato de Matar
Cutie and the Boxer
Guerras Sujas
A Praça Tahir
A um Passo do Estrelato

Melhor canção original
‘Alone Yet Not Alone’, de Alone Yet Not Alone
‘Happy’, de Meu Malvado Favorito 2
‘Let it Go’, de Frozen – Uma Aventura Congelante
‘The Moon Song’, de Ela
‘Ordinary Love’, de Mandela: Longa Jornada para Liberdade

Para conferir os outros indicados, clique aqui