Os Indicados ao Oscar 2018

Tiffany Haddish e Andy Serkis anunciaram os indicados ao Oscar na manhã de terça (25.01)

Logo no anúncio da AMPAS nas redes sociais, veríamos muitas novidades na divulgação dos indicados da edição de número noventa do Oscar. Andy Serkis e Tiffany Haddish, apresentadores da coletiva, tiveram a ajuda de Gal Gadot, Priyanka Chopra, Rosario Dawson, Salma Hayek, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana, Molly Shannon, Rebel Wilson e Michelle Yeoh, que atuaram em esquetes que representam algumas categorias técnicas. É de se destacar a dinâmica que Serkis e Tiffany tiveram através de brincadeiras, especialmente da parte de Tiffany, coisa rara em eventos como esse.

A lista foi na medida certa para agradar muita gente, mas também lamentar algumas ausências (obviamente). A Forma da Água, filme do mexicano Guillermo Del Toro, mostra toda a sua força com 13 indicações, liderando assim a lista. Se não falha a memoria, a última fantasia com maior número de prêmios no Oscar foi O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, que venceu 11 Oscars em 2004. Já Três Anúncios Para Um Crime, grande vencedor em prêmios prévios, perde força na disputa com a ausência de Martin McDonagh entre os finalistas a melhor direção.

Greta Gerwig e Jordan Peele: novos tempos

Aliás, a categoria melhor direção é a mais especial do Oscar. Além de veteranos como Del Toro, Christopher Nolan e Paul Thomas Anderson, temos novatos como Jordan Peele (o quinto negro indicado a melhor direção) e Greta Gerwig (a quinta mulher indicada). Outros paradigmas foram quebrados nessas indicações: Rachel Morrison (Mudbound) é a primeira mulher a ser indicada na categoria melhor fotografia; Agnès Varda é a mulher mais velha a ser indicada com 89 anos de vida; Logan é o primeiro filme de super-herói a ser indicado ao Oscar de roteiro adaptado; Jordan Peele é o primeiro negro a ser indicado, no mesmo ano, a Direção, Roteiro e Filme; Mary J. Blige foi indicada em duas categorias distintas no mesmo ano e pelo mesmo filme (atriz coadjuvante e canção original por Mudbound) e Meryl Streep quebrou o próprio recorde de indicações com a sua 21ª indicação por The Post: A Guerra Secreta.

O que podemos tirar de lição desses paradigmas quebrados acima é de aproximação com as reivindicações atuais que já acusaram a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de não diversificar seus membros e indicados aos prêmios. E também seria uma prova de como o Oscar se comportaria em meio aos movimentos antiassédio como o Me Too e Time’s Up. Recado dado através da indicação de Christopher Plummer por Todo o Dinheiro do Mundo, que fez milagre ao entrar no jogo aos 45 minutos do segundo tempo após os escândalos envolvendo Kevin Spacey, interprete original de J. Paul Getty, serem revelados enquanto o filme estava em processo de pré-lançamento. E na esnobada em James Franco, então favorito ao Oscar segundo a crítica especializada, que viu suas chances de indicação e reputação colocadas à prova após algumas mulheres acusarem Franco de comportamento inapropriado com atrizes que faziam testes para suas produções. A manifestação ocorreu através das redes sociais no momento em que Franco fazia discurso ao vencer o Globo de Ouro de melhor ator cômico.

A cerimônia do Oscar terá apresentação de Jimmy Kimmel e acontece no dia 04 de março. Confira abaixo a lista de indicados:

MELHOR FILME

Corra!

O Destino de Uma Nação

Dunkirk

A Forma da Água

Lady Bird: É Hora de Voar

Me Chame Pelo Seu Nome

The Post: A Guerra Secreta

Trama Fantasma

Três Anúncios Para um Crime

MELHOR DIREÇÃO

Christopher Nolan (Dunkirk)

Guillermo del Toro (A Forma da Água)

Greta Gerwig (Lady Bird: É Hora de Voar)

Jordan Peele (Corra!)

Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)

MELHOR ATRIZ

Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)

Margot Robbie (Eu, Tonya)

Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)

Sally Hawkins (A Forma da Água)

Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar)

MELHOR ATOR

Daniel Day Lewis (Trama Fantasma)

Daniel Kaluuya (Corra!)

Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)

Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)

Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Allison Janney (Eu, Tonya)

Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar)

Lesley Manville (Trama Fantasma)

Mary J. Blige (Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi)

Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)

Richard Jenkins (A Forma da Água)

Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)

Willem Dafoe (Projeto Flórida)

Woody Harrelson (Três Anúncios Para Um Crime)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Corra!

Doentes de Amor

A Forma da Água

Lady Bird – É Hora de Voar

Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Artista do Desastre

A Grande Jogada

Logan

Me Chame Pelo Seu Nome

Mudbound: Lágrimas sobre o Mississipi

MELHOR ANIMAÇÃO

The Breadwinner

Com Amor, Van Gogh

O Poderoso Chefinho

O Touro Ferdinando

Viva: A Vida é Uma Festa

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Corpo e Alma (Hungria)

The Insult (Líbano)

Loveless (Rússia)

Uma Mulher Fantástica (Chile)

The Square – A Arte da Discórdia (Suécia)

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Abacus: Small Enough to Jail

Faces Places

Icarus

Last Men in Aleppo

Strong Island

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Mighty River” (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi)

“Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)

“Remember Me” (Viva: A Vida é Uma Festa)

“Stand Up for Something” (Marshall)

“This is Me” (O Rei do Show)

MELHOR FOTOGRAFIA

Blade Runner 2049

O Destino de Uma Nação

Dunkirk

A Forma da Água

Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi

MELHOR FIGURINO

A Bela e a Fera

O Destino de Uma Nação

A Forma da Água

Trama Fantasma

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS

O Destino de Uma Nação

Extraordinário

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Blade Runner 2049

Dunkirk

Em Ritmo de Fuga

A Forma da Água

Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Blade Runner 2049

Dunkirk

Em Ritmo de Fuga

A Forma da Água

Star Wars – Os Últimos Jedi

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Blade Runner 2049

Guardiões da Galáxia 2

Kong: A Ilha da Caveira

Planeta dos Macacos: A Guerra

Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

A Bela e a Fera

Blade Runner 2049

O Destino de Uma Nação

Dunkirk

A Forma da Água

MELHOR MONTAGEM

Dunkirk

Em Ritmo de Fuga

Eu, Tonya

A Forma da Água

Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR TRILHA SONORA

Dunkirk

A Forma da Água

Trama Fantasma

Três Anúncios Para Um Crime

Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHOR CURTA-METRAGEM

DeKalb Elementary

The Eleven O’Clock

My Nephew Emmett

The Silent Child

Watu Wote/All of Us

MELHOR CURTA-METRAGEM – DOCUMENTÁRIO

Edith+Eddie

Heaven is a Traffic Jam on the 405

Heroin(e)

Kayayo: The Living Shopping Baskets

Knife Skills

Traffic Stop

MELHOR CURTA-METRAGEM – ANIMAÇÃO

Dear Basketball

Garden Party

Lou

Negative Space

Revolting Rhymes

Os Vencedores do Globo de Ouro 2018

Oprah Winfrey, a mulher mais poderosa do entretenimento norte-americano, ao receber o prêmio Cecil B. DeMille.

Oprah Winfrey, a mulher mais poderosa do entretenimento norte-americano, ao receber o prêmio Cecil B. DeMille nesta edição do Globo de Ouro, disse palavras motivadoras não somente para os convidados da festa, mas também para mulheres e jovens desmotivados com os rumos de uma sociedade cada vez mais injusta. Nas palavras dela: “Quero que todas as garotas assistindo aqui, agora, saibam que um novo dia está no horizonte. E quando esse novo dia finalmente amanhecer, será por causa de muitas mulheres magníficas, muitas das quais estão aqui neste auditório esta noite e alguns homens fenomenais, lutando para garantir que se tornem os líderes que nos levam ao tempo em que ninguém nunca mais terá de dizer ‘Eu também’.”

A homenagem a Oprah, primeira mulher negra a receber a honraria foi um dos pontos fortes da cerimônia do 75° Globo de Ouro, a primeira grande premiação desde a onda de denuncias de assédio sexual que balançou a indústria hollywoodiana em 2017. E o tema não passou batido desde o anuncio dos indicados ao prêmio.

Como esperado, as mulheres apareceram trajando preto, simbolizando o luto pelas vitimas e também pela igualdade de gênero. Algumas atrizes como Meryl Streep, Emma Watson e Michelle Williams chegaram acompanhadas de ativistas pelos direitos femininos. A palavra-tendência no red carpet e também em alguns discursos foi o “Time’s Up” (o tempo acabou, em tradução livre), um manifesto que conta com o apoio de mais de 300 atrizes, diretoras e escritoras para defender vítimas de assédio.

O apresentador da vez Seth Meyers não perdeu tempo e colocou o assunto na pauta do seu monólogo. Citou alguns envolvidos em escândalos, como Harvey Weinstein e Kevin Spacey, e até comparou a história de A Forma da Água com uma trama de um filme de Woody Allen (outro nome envolvido em polêmicas), já que uma mulher inocente se apaixona por um monstro na história escrita e dirigida por Guillermo del Toro.

Ao longo da festa e dos prêmios distribuídos, a atenção estava mais voltada aos discursos dos vencedores e também por alfinetadas de alguns apresentadores de categorias. Natalie Portman soltou um “Aqui estão todos os indicados homens.” ao lado de um constrangido Ron Howard e Barbra Streisand protestou ao apresentar melhor filme drama: “Precisamos de mais mulheres na direção. Há tantos filmes incríveis por aí dirigidos por mulheres.” Streisand foi a única mulher a vencer os Golden Globes de melhor direção em 1984 pelo musical Yentl.

As equipes dos filmes vencedores do Globo de Ouro: Três Anúncios Para um Crime (acima) e Lady Bird – É Hora de Voar.

Sobre a corrida pelo Oscar, o Globo de Ouro consagrou duas produções favoritas para abocanhar indicações: Três Anúncios Para um Crime e Lady Bird – É Hora de Voar, melhor drama e comédia/musical, respectivamente. Entre os atores, Saoirse Ronan e Frances McDormand saíram na frente, enquanto Gary Oldman e Sam Rockwell ganharam sobrevida na disputa de melhor ator e ator coadjuvante (nos prêmios da crítica, os favoritos são Timothée Chalamet, de Me Chame Pelo Seu Nome e Willem Dafoe, de Projeto Flórida). Já atriz coadjuvante, ainda está indefinida: Allison Janney (Eu, Tonya e vencedora da categoria nos Globos) e Laurie Metcalf (Lady Bird – É Hora de Voar) ainda disputam os votos.

A consagração de histórias protagonizadas por mulheres acompanhou essa conjuntura do protesto através do preto. A sensação é que as mudanças são necessárias e imediatas. E que esse recado não fique somente na indústria audiovisual. A mensagem que resume essa edição do Globo de Ouro é a celebração do talento feminino e também de histórias cada vez mais próximas da realidade atual. E que essa causa esteja além das artes visuais.

Não é mesmo Nicole?

“É o poder feminino”

Os vencedores foram:

Cinema

Melhor filme drama: Três Anúncios para um Crime

Melhor filme comédia ou musical: Lady Bird: É Hora de Voar

Melhor diretor: Guillermo Del Toro – A Forma da Água

Melhor ator – drama: Gary Oldman – O Destino de uma Nação

Melhor ator – comédia ou musical: James Franco – O Artista do Desastre

Melhor atriz – drama: Frances McDormand – Três Anúncios para um Crime

Melhor atriz – comédia ou musical: Saoirse Ronan – Lady Bird: É Hora de Voar

Melhor ator coadjuvante: Sam Rockwell – Três Anúncios para um Crime

Melhor atriz coadjuvante: Allison Janney – Eu, Tonya

Melhor roteiro: Três Anúncios para um Crime

Melhor trilha sonora: A Forma da Água

Melhor canção original: ‘This is Me’ (O Rei do Show)

Melhor animação: Viva: A Vida É uma Festa

Melhor filme estrangeiro: Em Pedaços (Alemanha/França)

 

Televisão

Melhor série dramática: The Handmaid’s Tale

Melhor série cômica: The Marvelous Mrs. Maisel

Melhor minissérie ou filme para TV: Big Little Lies

Ator em série dramática: Sterling K. Brown – This is Us

Ator em série cômica: Aziz Ansari – Master of None

Atriz em série dramática: Elisabeth Moss – The Handmaid’s Tale

Atriz em série cômica ou musical: Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel

Ator em minissérie ou filme para TV: Ewan McGregor – Fargo

Atriz em minissérie ou filme para TV: Nicole Kidman – Big Little Lies

Ator coadjuvante em TV: Alexander Skarsgard – Big Little Lies

Atriz coadjuvante em TV: Laura Dern – Big Little Lies

 

Cecil B. De Mille Award: Oprah Winfrey

Considerações sobre o Oscar 2016

"Fuck yeah!": Michael Keaton vibra com a vitória de "Spotlight" em Melhor Filme no Oscar 2016.

“Fuck yeah!”: Michael Keaton vibra com a vitória de “Spotlight” em Melhor Filme no Oscar 2016.

A expectativa em torno da festa do Oscar era muito grande por dois motivos: a primeira é a performance de Chris Rock como host em meio a polêmica sobre a falta de diversidade entre os indicados. E o outro motivo seria a possibilidade de dois nomes queridos pelo público (Leonardo DiCaprio e Sylvester Stallone) saírem vencedores em suas categorias.

Sobre Rock, o comediante começou sua apresentação de maneira ácida. Afirmou já ter pensado em desistir da apresentação e aderir ao boicote, mas seguiu em frente. Para ele, “a verdadeira luta não era contra o Oscar e sim a falta de oportunidades para negros em Hollywood”. A seriedade da frase dá lugar a ‘zoeira’ com a recriação de alguns filmes indicados com a presença de atores negros e a “homenagem” ao ator Jack Black pela atriz Angela Bassett.

A transmissão do Oscar 2016 teve novidades na transmissão, como legendas explicativas sobre os atores que apresentavam categorias e a lista de agradecimento dos vencedores, que por vezes ficava confuso no espectador pela maneira como ela começou a rolar.

Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander: os melhores atores, segundo a Academia.

Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander: os melhores atores, segundo a Academia.

É obvio dizer que a vitória de Leonardo DiCaprio foi um dos pontos mais belos da festa, com um discurso engajante e de agradecimento sincero, mas também há de lembrar da emocionante apresentação musical de Lady Gaga; a belíssima vitória de Ennio Morricone em Melhor Trilha Sonora e a auto confiança da figurinista Jenny Beavan ao receber seu segundo Oscar da carreira, por Mad Max: Estrada da Fúria, mais lindo do que um vestido de grife famosa.

Quanto aos prêmios, houve surpresas boas, como os efeitos visuais para o inovador Ex-Machina, e algumas obviedades, como Alejandro González Iñárritu levando novamente melhor direção por O Regresso e Emmanuel Lubezki ganhando o seu terceiro Oscar consecutivo pelo mesmo filme. Já a vitória “não dá pra digerir” foi para a canção “Writing’s on the Wall”, tema de 007. Além de ser a mais fraca da seleção, também rendeu uma apresentação sonolenta de Sam Smith.

Vale salientar – e lamentar – o tratamento que a imprensa brasileira deu após a festa. O discurso da vitória de Leonardo DiCaprio sobre meio ambiente ou até mesmo a importância do debate sobre a desigualdade na indústria foram preteridos pelos memes em torno da participação pífia de Glória Pires na transmissão da Rede Globo (que ainda é assunto nos principais sites do Brasil) ou dos lamentos do diretor brasileiro indicado em Animação Alê Abreu sobre a participação de Woody e Buzz Lightyear na premiação, já que Toy Story completou 20 anos desde seu lançamento. E 2017 tem mais!

Lista de vencedores do Oscar 2016:

Melhor Filme: Spotlight – Segredos Revelados

Melhor Direção: Alejandro González Iñárritu (O Regresso)

Melhor Atriz: Brie Larson (O Quarto de Jack)

Melhor Ator: Leonardo DiCaprio (O Regresso)

Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

Melhor Ator Coadjuvante: Mark Rylance (Ponte dos Espiões)

Melhor Roteiro Original: Spotlight – Segredos Revelados

Melhor Roteiro Adaptado: A Grande Aposta

Melhor Fotografia: O Regresso

Melhor Figurino: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Mixagem de Som: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Edição de Som: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Montagem: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Maquiagem: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Canção Original: “Writing’s on the Wall” (007 Contra Spectre)

Melhor Trilha Sonora: Os Oito Odiados

Melhores Efeitos Visuais: Ex-Machina: Instinto Artificial

Melhor Documentário: Amy

Melhor Filme Estrangeiro: O Filho de Saul (Hungria)

Melhor Animação: Divertida Mente

Melhor Design de Produção: Mad Max: Estrada da Fúria

Melhor Curta-Metragem de Animação: A História de Um Urso

Melhor Curta-Metragem: Stutterer

Melhor Curta-Metragem Documentário: A Girl in the River: The Price of Forgiveness

Vanity Fair e o retrato da diversidade feminina

Da esq. para a dir.: Jane Fonda, Cate Blanchett, Viola Davis, Jennifer Lawrence, Charlotte Rampling, Rachel Weisz, Brie Larson, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Gugu Mbatha-Raw, Helen Mirren, Saoirse Ronan e Diane Keaton (Foto: Annie Leibovitz/Vanity Fair)

Após a lista de indicados ao Oscar criar polêmica pela ausência de atores e diretores negros, no sábado passado, o prêmio do Screen Actors Guild (SAG) deu seu recado para a uma indústria cada vez mais desigual. E a revista Vanity Fair surpreendeu ao divulgar a sua capa do anual Hollywood Issue.

Criticada pela falta de diversidade na escolha dos artistas para estampar a edição e também “esconder” pessoas de cor e estrangeiras na parte interna da capa, a revista juntou somente mulheres, jovens e veteranas, brancas e negras. A diretora de estilo da Vanity Fair, Jessica Diehl, afirma que o maior objetivo da edição 2016 do portfólio é “apresentar retratos íntimos e honestos das atrizes.”

A capa é composta por Jane Fonda, Cate Blanchett, Viola Davis, Jennifer Lawrence, Charlotte Rampling, Rachel Weisz, Brie Larson, Lupita Nyong’o, Alicia Vikander, Gugu Mbatha-Raw, Saoirse Ronan, Helen Mirren e Diane Keaton. Além das fotografias assinadas pela conceituada Annie Leibovitz, a publicação também divulgou vídeos com as atrizes mostrando seus “talentos secretos”, como desenho, tipografia e até mesmo mímica!

E você, leitor? O que achou do Portfólio Hollywood 2016 da revista Vanity Fair? Deixe sua opinião nos comentários.

Sobre os indicados ao Oscar 2016

O ator John Krasinski e a presidente da AMPAS Cheryl Boone Isaacs anunciam os indicados a melhor filme.

O ator John Krasinski e a presidente da AMPAS Cheryl Boone Isaacs anunciam os indicados a melhor filme.

Na manhã desta quinta-feira (14/01), a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cheryl Boone Isaacs, o ator John Krasinski e os cineastas Guillermo Del Toro e Ang Lee anunciaram em coletiva de imprensa os indicados ao Oscar 2016. O Regresso, de Alejandro González Iñárritu, Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller e Perdido em Marte, de Ridley Scott lideram as nomeações.

Como bem lembrado nosso colega Reinaldo Glioche em seu texto no portal iG, os três filmes possuem uma premissa em comum: são sobre pessoas em busca da sobrevivência. À exceção de O Regresso, que estreou em circuito limitado, os outros dois são medalhões campeões de bilheteria em 2015. Por essa identificação com a massa, a AMPAS aposta suas fichas neles para reconquistar público. Em 2015, a cerimonia com Neil Patrick Harris como host perdeu 16% de audiência.

Numa temporada equilibrada e aberta, a disputa está entre o filme de Iñárritu (vencedor do Globo de Ouro), Mad Max e Spotlight: Segredos Revelados. Entre as surpresas, está a exclusão de Carol dos indicados a melhor filme e direção, Tom Hardy e Rachel McAdams indicados entre os coadjuvantes e a terceira nomeação de Jennifer Lawrence por um filme de David O. Russell, dessa vez por Joy – O Nome do Sucesso.

Cena da animação indicada ao Oscar "O Menino e o Mundo".

Cena da animação indicada ao Oscar “O Menino e o Mundo”.

O cinema deu ao Brasil uma bela notícia em meio a tanta turbulência noticiada a todo o momento: a animação O Menino e o Mundo, do paulistano Alê Abreu, concorre na categoria Melhor Filme de Animação, disputando com os norte-americanos Divertida Mente e Anomalisa, o germano-britânico Shaun: O Carneiro e o japonês Quando Estou com Marnie.

Nas redes sociais, não faltaram críticas sobre a “falta de diversidade” entre os indicados, como a ausência de atores negros e de somente haver homens entre os diretores. Numa indústria cada vez mais conservadora: seria preconceito, falta de atuações marcantes ou questão mercantilista? Fica a pergunta no ar…

Confira aqui a lista de indicados. A cerimônia do Oscar 2015 está marcada para 28 de fevereiro, com apresentação de Chris Rock.

Os Vencedores do Oscar 2015

“He’s waste my tempo.” Parodiar o grande vencedor da noite foi o único momento interessante de Neil Patrick Harris como host do Oscar 2015.

A edição do Oscar 2015 foi acusado pela falta de diversidade nas indicações de atores, diretores e roteiristas. Todos os indicados a atuação são brancos e nenhuma mulher foi indicada a direção ou roteiro. Mesmo que no ano anterior, um filme importante para a reflexão da história sobre a luta dos negros por uma vida digna (12 Anos de Escravidão) consagrou-se com o prêmio de melhor filme.

O chamado #OscarsSoWhite foi uma das poucas sacadas do apresentador Neil Patrick Harris. O ator, conhecido pela série How I Met Your Mother e que já apresentou o Tony quatro vezes e o Emmy, duas, mencionou essa questão como se a AMPAS estivesse rindo de si mesma, mas não foi o suficiente para animar a plateia e o espectador. Harris em muitos momentos ficou pouco a vontade com a função, a ponto de soltar sacadas chatas e escutar poucas risadas por parte dos presentes na festa.

O único momento de Harris digno de nota foi sua paródia da cena de Michael Keaton andado de cueca em plena Times Square em Birdman, com direito a trilha em bateria citando Whiplash, com participação do protagonista do filme, Miles Teller.

J.K. Simmons, Patricia Arquette, Julianne Moore e Eddie Redmayne: as atuações do ano, segundo o Oscar 2015 (foto: Jason Merritt/Getty Images)

J.K. Simmons, Patricia Arquette, Julianne Moore e Eddie Redmayne: as atuações do ano, segundo o Oscar 2015 (foto: Jason Merritt/Getty Images)

Com um host apagado em boa parte do tempo, os discursos e as apresentações musicais valeram a pena ficar acordado até altas horas da noite acompanhando um Oscar que apressou pontos e arrastou em outros. Excetuando Lost Stars, todas as canções indicadas tiveram apresentações memoráveis, com destaque para Glory, que comoveu a plateia e soltou lágrimas de muita gente e Lady Gaga, que prestou uma belíssima homenagem aos 50 anos de A Noviça Rebelde, seguida da participação-surpresa de Julie Andrews.

Já nos discursos, os destaques ficam por conta de Patricia Arquette (único Oscar para Boyhood), que empolgou por por levantar uma importante bandeira: o dos direitos iguais entre os sexos; J.K. Simmons dando uma pequena lição sobre valorizar os pais; Graham Moore, roteirista de O Jogo da Imitação, comoveu por contar sobre sua dificuldade em vender seu roteiro e de sua tentativa de suicídio aos 16 anos por se sentir estranho no mundo e Alejandro González-Iñárritu levantando a bandeira dos imigrantes mexicanos nos EUA.

Já na questão dos prêmios, além de Birdman, que superou Boyhood e venceu Melhor Filme, Melhor Direção (Iñárritu), Roteiro Original e Fotografia (segundo Oscar consecutivo para Emmanuel Lubezki, que havia vencido em 2014 por Gravidade), os outros destaques ficam com O Grande Hotel Budapeste com quatro carecas dourados, incluindo trilha sonora para Alexandre Desplat (o primeiro Oscar de sua carreira após oito nomeações) e Whiplash com três prêmios: ator coadjuvante (Simmons), Montagem e Mixagem de Som.

Relação de vencedores do Oscar 2015:

Melhor filme: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Atriz: Julianne Moore (Para Sempre Alice)

Ator: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)

Atriz coadjuvante: Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)

Ator coadjuvante: J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

Diretor: Alejandro González Iñárritu (Birdman)

Filme estrangeiro: Ida (Polônia)

Animação: Operação Big Hero

Melhor roteiro original: Alejandro González Iñárritu, Nicolas Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. (Birdman)

Melhor roteiro adaptado: Graham Moore (O Jogo da Imitação)

Canção original: Glory, John Legend e Common (Selma)

Trilha sonora: Alexandre Desplat (O Grande Hotel Budapeste)

Documentário: CitizenFour

Fotografia: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Figurino: O Grande Hotel Budapeste

Montagem: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Maquiagem e penteado: O Grande Hotel Budapeste

Direção de arte: O Grande Hotel Budapeste

Efeitos visuais: Interstelar

Curta-metragem: The Phone Call

Animação curta-metragem: Feast

Documentário curta-metragem: Crisis Hotline: Veterans Press 1

Edição de som: Sniper Americano

Mixagem de som: Whiplash: Em Busca da Perfeição

Oscar 2015: comentando as cinco canções indicadas

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Confesso que em alguns anos, andei desanimada com a categoria Canção Original do Oscar. É uma categoria que gosto muito por apresentar letras que podem causar identificação popular e correr um bom risco de virar clássico musical. Para ficar nos exemplos: Over the Rainbow (O Mágico de Oz), Moon River (Bonequinha de Luxo), Flashdance… What a Feeling (Flashdance), Take My Breath Away (Top Gun – Ases Indomáveis), Streets of Philadelphia (Filadélfia), Can You Feel the Love Tonight (O Rei Leão), My Heart Will Go On (Titanic), Falling Slowly (Apenas Uma Vez) e, recentemente, Let It Go (Frozen – Uma Aventura Congelante).

Mas houve um tempo que a Academia tratou a categoria com certa preguiça. Alguns anos, foram dois indicados ao invés de cinco, ameaça de abolir a categoria, apresentações musicais canceladas e até mesmo desclassificação por razões de publicidade interna.

Em 2015, a AMPAS repete o feito do ano anterior e capricha numa lista que já estão apelidando de “prêmio de consolação”. Nela, temos filmes como Selma e Uma Aventura Lego, dois dos maiores esnobados da lista final: um foi indicado para fazer média e o outro era franco favorito à melhor filme de animação, mas não recebeu nem menção.

‘Everything is Awsome’ (letra e música de Shawn Patterson) – Uma Aventura Lego

“Everything is awesome
Everything is cool when your part of a team
Everything is awesome
When you’re living out a dream”

‘Everything is Awsome’ é a música mais “animada” da lista. Do filme Uma Aventura Lego, ela possui um papel importante dentro do filme, como um recado de que tudo está incrível. Composta por Shawn Patterson (mais famoso pela trilha do desenho para maiores Frango Robô), a contagiante canção também foi indicada ao Grammy.

‘Glory’ (letra e música de John Stephens e Lonnie Lynn) – Selma

“One day when the glory comes
It will be ours, it will be ours
One day when the war is won
We will be sure, we will be sure
Oh glory”

Talvez você não reconheça os compositores acima, mas, na verdade, são os nomes do cantor John Legend e do rapper Common. ‘Glory’ é um hino de protesto em busca da igualdade de raças nos anos 1960, o grande plot do filme Selma, que conta a luta do líder Martin Luther King. Apontada como favorita ao Oscar, já venceu o Globo de Ouro e o Critic’s Choice.

‘Grateful’ (letra e música de Diane Warren) – Além das Luzes

“There is nothing I would change
That even one mistake I made
I got lost, found myself, found my way”

‘Grateful’ é, simplesmente, uma canção de agradecimento, sobre dificuldades e volta por cima. Um prato cheio para votantes que gostam de uma bela mensagem. Esta é a sétima indicação de Diane Warren, autora de canções para filmes como Armageddon (‘I Don’t Want To Miss A Thing‘).

‘I’m Not Gonna Miss You (letra e música de Glen Campbell e Julian Raymond) – Glen Campbell…I’ll Be Me

“I’m still here, but yet I’m gone
I don’t play guitar or sing my songs
They never defined who I am
The man that loves you ‘til the end”

A melhor canção da lista de 2015 é também a mais melancólica, não só por estar num documentário que mostra a turnê de despedida de Glen Campbell, mas também por ter sido escrita quando este estava no estágio inicial do Alzheimer. Uma curiosidade: Julianne Moore é favorita ao Oscar este ano justamente por uma personagem com o mesmo dilema que o astro country. É de ficar com os olhos lacrimejados.

‘Lost Stars’ (letra e música de Gregg Alexander e Danielle Brisebois) – Mesmo Se Nada Der Certo

“And, God, tell us the reason
Youth is wasted on the young
It’s hunting season and the lambs are on the run
Searching for meaning
But are we all lost stars
Trying to light up the dark”

‘Lost Stars’ é um título conveniente para seu compositor, Gregg Alexander, ex-vocalista do grupo New Radicals, do chiclete ‘You Get What You Give‘. Se sentindo uma “estrela perdida”, ele preferiu somente compor para outros cantores. Aqui, ele consegue, juntamente com Danielle Brisebois fazer uma balada gostosa e uma letra apaixonante, tanto interpretada pelo vocalista do Maroon 5, Adam Levine, quanto pela Keira Knightley, que interpreta a protagonista Gretta.